classificação como Monumento Nacional aldeia Sistelo o elemento de arquitectura mais destacado é, contudo. bastante mais recente. Trata-se da denominada "Casa do Castelo", um palácio revivalista de planta rectangular, com duas torres com ameias a ladear o frontispício e um jazigo Neogótico. O conjunto, que domina uma paisagem natural de inegável beleza, foi edificado na segunda metade do século XIX por um natural da freguesia regressado do Brasil, e primeiro Visconde de Sistelo, Manuel A. Gonçalves Roque.


Sistelo é famoso pelos seus socalcos, que surgem pela necessidade de aumentar a superfície agrícola e de contrariar os declives. São plataformas mais ou menos planas de solo profundo e fértil, construídas nas vertentes das montanhas, sobrepostas umas às outras em escadaria e suportadas por grandiosos muros de pedra. Estas estruturas permitiriam o desenvolvimento de uma agricultura de subsistência de extrema importância para a sobrevivência das comunidades rurais.


Associados a estas plataformas, construíram-se canais destinados ao transporte de água dos pontos mais altos das montanhas, poços e cursos de água, para os campos.


Estes canais, que em alguns casos se estendem por dezenas de quilómetros, denominam – se de regadios e são fundamentais para a subsistência das culturas nos meses de Verão.

Sistelo foi primitivamente uma Póvoa medieval, de cujo período parecem sobreviver traços em elementos como a implantação do cruzeiro, do fontanário ou na organização do casario.




Historia da aldeia do Sistelo 

Como chegar aldeia do Sistelo 

As Inquirições de 1258 ao referirem-se à freguesia de Cabreiro, dizem que Sistelo era uma recente e pequena póvoa, que a família do fundador havia doado à Ordem do Hospital. As propriedades do termo da referida póvoa encontravam-se isentas de fossadeira, por pertencerem àquela Ordem. 


Parece, porém, deduzir-se que os seus habitantes estavam sujeitos à anúduva, bem como à cobertura da fronteira, guardando o porto de Couso. 


O “porto de Couso” deve situar-se perto do marco geodésico do Couço (752 m. de altitude), isto é, junto da confluência do rio Sistelo e ribeira de Cabreiro. 


A primeira referência conhecida a esta igreja encontra-se no registo da avaliação do rendimento dos benefícios eclesiásticos da comarca de Valença, ao tempo da sua incorporação na diocese de Braga (1514-1532). Rendia então 25 alqueires de pão. 


Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, Sistelo figura como sendo anexa à igreja de São Salvador de Cabreiro. 


Américo Costa refere-se a Sistelo como sendo vigairaria erecta filial de Cabreiro, pertencendo a esta última o direito de apresentação do vigário colado de Sistelo.

 

Do Porto: Siga pela A3 em direcção a Valença. Saia ao Km 78 em direcção aos Arcos de Valdevez, após pagar a portagem siga no IC28 em direcção a Arcos de Valdevez. Cerca de 15km depois deixe o IC28 e siga as indicações de Arcos de Valdevez. À entrada da vila de Arcos de Valdevez, siga as indicações para “Sistelo”/”PNPG”/”Mezio”. Siga pela N202-2, seguindo as indicações de Sistelo e cerca de 22 km depois chegará à aldeia. 


Coordenadas GPS: 
41°5824.08"N 
8°2227.85"O

Sistelo foi primitivamente uma Póvoa medieval, de cujo período parecem sobreviver traços em elementos como a implantação do cruzeiro, do fontanário ou na organização do casario.

A aldeia de Sistelo situa-se no concelho de Arcos de Valdevez, em pleno Parque Nacional da Peneda-Gerês, junto à nascente do rio Vez.

Famosa pelas suas paisagens em socalcos, onde se cultiva o milho e pasta o gado, a aldeia encontra-se muito bem preservada, tendo sido recuperadas as casas típicas de granito, os espigueiros e os lavadouros públicos.

O Passadiço do Sistelo é um percurso com cerca de dez quilómetros, integrado na Ecovia do Vez. No total da Ecovia, uma das mais populares a Norte e com quase 40 quilómetros, há três percursos entre o Rio Lima, na aldeia de Jolda S. Paio, até à aldeia do Sistelo.

O percurso do Passadiço, da Ponte de Vilela até à aldeia de Sistelo (ou em sentido inverso), é conhecido por quem gosta de fazer caminhadas, mas continua a ser um segredo para a maioria dos portugueses. Num total de 10.266 metros para cada lado, ao longo de carreiros pelas margens do rio, o percurso dura três a quatro horas e é considerado um trajeto de dificuldade média, com algumas subidas e descidas acentuadas. Pode fazer a pé, a correr ou de bicicleta.