Igreja do antigo Mosteiro de Jesus Setbal





A Igreja do antigo Mosteiro de Jesus ou Convento de Jesus de Setúbal é uma igreja de estilo gótico situada em Setúbal, considerada como um dos primeiros exemplos do estilo manuelino.

Foi desenhada pelo arquitecto Diogo Boitaca em 1494, por voto de Justa Rodrigues Pereira, ama de D. Manuel I.

O interior tem arcos, janelas e colunas torsas feitas em brecha da Arrábida, que suportam as abóbadas. O tecto apresenta nervuras espiraladas.

O Convento de Jesus de Setúbal foi fundado por Justa Rodrigues Pereira, ama de D. Manuel, em 1490, ainda no reinado de D. João II. É este monarca quem no ano seguinte, após visita às obras, assume o encargo das mesmas e manda ampliar consideravelmente o projecto inicial (com novos alicerces e segunda fundação), entregando a condução das obras a Diogo de Boitaca, que aqui realiza o seu primeiro trabalho no país.

A primeira cabeceira da igreja estaria concluída em 1495, aquando da morte de D. João II; o corpo foi terminado pouco tempo depois, contando já com o patrocínio de D. Manuel, que determinou serem erguidas três naves abobadadas, em vez da projectada nave única com tecto de madeira.

A ocupação do convento anexo pelas freiras clarissas, em meados de 1496, atesta da rapidez com que a obra avançou, embora a cabeceira joanina ainda tenha sido refeita, por se considerar demasiado pequena, na primeira década de quinhentos. 

A inclusão do Convento de Jesus na lista inicial das Marcas do Património Europeu, corresponde ao reconhecimento internacional do mais importante monumento nacional urbano de Setúbal e de um dos mais relevantes exemplares da arquitectura manuelina a sul do Rio Tejo.

O objectivo destas Marcas, promovidas no âmbito do Conselho da Europa e da União Europeia, é visibilidade aos sí­tios que celebram e simbolizam a integração, os ideais e a história da Europau. Recorde-se que Setúbal foi palco da ratificação do Tratado de Tordesilhas, em 5 de Setembro de 1494 pelo rei D. João II (em cujo reinado foi fundado o convento). Este facto, aliás, foi evocado em 1994, aquando das comemorações do quinto centenário do tratado e que trouxeram à cidade o monarca espanhol Juan Carlos.

Em Junho de 2013, a federação pan-europeia de património cultural, Europa Nostra, incluiu o Convento de Jesus, numa lista dos sete monumentos mais ameaçados da Europa.



Museu Nacional de Arte Antiga Lisboa





O Museu Nacional de Arte Antiga é o mais importante museu de arte dos séculos XII a XIX em Portugal, ao acolher a mais relevante coleção pública de arte antiga do paí­s. As suas colecções - cerca de 40000 espécies - incluem pintura, escultura, desenho e artes decorativas europeias e, também, colecções de arte asiática (u00cdndia,China, Japão) e africana (marfins afro-portugueses) representativas das relações que se estabeleceram entre a Europa e o Oriente na sequência das viagens dos descobrimentos - iniciadas no século XV e de que Portugal foi nação pioneira.

O museu encontra-se localizado num palácio dos finais do século XVII, mandado construir por D. Francisco de Távora, primeiro conde de Alvor. O Palácio é conhecido como Palácio de Alvor-Pombal pois, em 1759, após o Processo dos Távoras, o edifí­cio foi adquirido em leilão por Paulo de Carvalho e Mendonça, irmão de Marquês de Pombal que, por morte do primeiro, passou a ser proprietário do palácio. Em 1879 o palácio foi alugado, e posteriormente adquirido, pelo estado português para nele instalar o Museu Nacional de Bellas Artes e Arqueologia, inaugurado oficialmente em 11 de Maio de 1884 .

Criado em 1884, habitando, há quase 130 anos, o Palácio Alvor e cumprindo mais de um século da atual designação, o MNAA-Museu Nacional de Arte Antiga alberga a mais relevante coleção pública portuguesa, entre pintura, escultura, ourivesaria e artes decorativas, europeias, de África e do Oriente.Composto por mais de 40 000 itens, o acervo do MNAA compreende o maior número de obras classificadas pelo Estado como “tesouros nacionais”. Engloba também, nos diversos domínios, obras de referência do património artístico mundial.Herança da História (com realce para as incorporações dos bens eclesiásticos e dos provenientes dos palácios reais), a coleção do Museu Nacional de Arte Antiga foi sendo engrandecida por generosas doações e importantes compras, ilustrando, em patamar de objetiva excelência, o que de melhor se produziu ou acumulou em Portugal, nos domínios acima enunciados, entre a Idade Média e os alvores da Contemporaneidade.Parceiro incontornável na atividade museológica internacional, ao MNAA pertence, historicamente, a dignidade de museu nacional normal: o que define a norma, as boas práticas, em acordo, uma vez mais, com os padrões internacionais, seja em matéria de conservação e de museografia, seja no âmbito do seu serviço de educação, pioneiro no País. museu de arteantiga



Tesouro-Museu da S de Braga





O Tesouro-Museu da Sé de Braga localiza-se numa das dependências da catedral da cidade de Braga, em Portugal.

O Tesouro-Museu da Sé de Braga situa-se no centro histórico da cidade de Braga. Está inserido no conjunto monumental da Catedral de Braga, mais concretamente, na antiga casa do Cabido, uma construção do século XVIII. O seu acervo é constituído por peças de arte sacra de inestimável valor, recolhidas ao longo de mil anos de vida cristã dinamizada a partir da Catedral. O Tesouro-Museu da Sé de Braga, fundado em 1930, é um lugar cheio de história onde se guardam notáveis tesouros. Tem algumas das peças mais relevantes para contar a História do país, mesmo quando ainda não éramos nação.Por entre as peças mais emblemáticas contam-se: o túmulo Paleo-Cristão (séc. V-VI), o Cofre de Marfim (1004-1008), ou Cálice e a Patena de S. Geraldo (séc. XI).   Mas, também outras, como a Mitra e as Luvas do Arcebispo D. Gonçalo Pereira (1326-1348), a escultura da Virgem do Leite (1515), e o Órgão Portátil (1685), atraem a atenção dos visitantes.   Algumas serão autênticas descobertas, como os sapatos litúrgicos do Arcebispo D. Rodrigo de Moura Teles (1704-1728), ou o asterisco, peça muito original, mas com uma função muito prática: não permitir que a hóstia consagrada esvoaçasse.

Casa-Museu Dr. Anastcio Gonalves Lisboa





A Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves ou Casa de Malhoa é uma casa-museu localizada em Lisboa na freguesia de São Sebastião da Pedreira. Foi projectada pelo arquitecto Norte Júnior nos anos 1904 - 1905. Foi construí­da com a finalidade de servir de habitação e atelier de trabalho, ao pintor José Malhoa. Esta edificação foi agraciada com o Prémio Valmor em 1905, devido à sua beleza arquitectural.

Em 1932, o médico oftalmologista e colecionador de arte, António Anastácio Gonçalves (1888-1965), adquiriu esta casa, Prémio Valmor em 1905 e antigo Atelier do pintor José Malhoa, com o fim de aqui reunir um importante espólio para o legar ao Estado, no qual se integram os mais diversos objetos, com realce para a pintura naturalista portuguesa do século XIX, e um acervo de artes decorativas, de onde se destaca uma coleção de porcelana chinesa.

A casa-museu apresenta ao visitante as suas coleções de uma forma acolhedora, valorizando a ambiência quotidiana de uma casa que também é museu.



Museu Municipal de Palmela





O museu privilegia a preservação in situ de coleções e edifícios, a incorporação de espólios etnográficos e oficinais que espelhem a cultura local, e a integração no Museu, a título de depósito, dação ou doação, de outras coleções ou objetos significativos para a memória local.O acervo móvel atual é constituído por peças arqueológicas, resultantes dos trabalhos de prospeção e escavação desenvolvidos no concelho desde 1988, por várias coleções etnográficas, que espelham a diversidade do património do concelho - de que são exemplo as coleções «Oficina do Ferreiro Faria», «Casa Caramela», «Património vitivinícola» e «Centro Histórico de Palmela» -, e por uma coleção de Arte Contemporânea.

O estabelecimento de parcerias com o Museu Nacional de Arte Antiga e com o Museu da Arma de Transmissões Militares - Exército Português permitiu a abertura ao público, no Núcleo do Castelo, de 2 espaços: a Reserva Visitável de Escultura S. Tiago e o espaço de Transmissões Militares.

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Museu Nacional do Teatro e da Dana Lisboa





O Museu Nacional do Teatro, designado Museu Nacional do Teatro e da Dança desde janeiro de 2015, foi inaugurado em 1985 e ocupa o Palácio do Monteiro-Mor, situado na freguesia do Lumiar em Lisboa.

Do acervo do museu, fazem parte cerca de 260.000 peças, trajos e adereços de cena, maquetes de cenários, figurinos, desenhos, caricaturas, programas, cartazes, postais, álbuns de recortes de jornal, manuscritos, folhetos, coplas, discos, partituras, teatros de papel do século XVIII ao século XX, assim como um espólio com cerca de 25.000 fotografias.

O Museu Nacional do Teatro apresenta para além da sua exposição permanente, exposições temporárias dedicadas a artistas e ou companhias de teatro, prestando desta forma a sua homenagem, aos diversos e conceituados artistas de palco portugueses.

O Museu Nacional do Teatro e da Dança encontra-se instalado no Palácio do Monteiro-Mor, um edifício do século XVIII, que após um incêndio de que apenas restaram as paredes exteriores, foi restaurado e concebido para responder ao programa museológico.

História do Teatro e das Artes do Palco em Portugal e que correspondem a uma pequeníssima percentagem do total das coleções do Museu, hoje com mais de 250.000 peças.

Em janeiro de 2015, foi anunciado que o Museu Nacional do Teatro vai passar a designar-se Museu Nacional do Teatro e da Dança pelo seu papel histórico nas duas áreas, numa nota do gabinete do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.



Museu Municipal Santos Rocha





O Museu Municipal Santos Rocha está localizado na cidade portuguesa da Figueira da Foz. Situado em pleno coração da cidade, junto ao Parque das Abadias, é vizinho do Centro de Artes e Espectáculos.  

Fundado em 1894 por António dos Santos Rocha, o Museu Municipal atravessou vários períodos, atendendo à ação desenvolvida e aos critérios museológicos que presidiram às suas sucessivas reinstalações em diferentes espaços físicos.Até 1910, sensivelmente, viveu uma fase áurea, estendendo a sua fama além fronteiras. A notável ação de Santos Rocha, os trabalhos da Sociedade Arqueológica da Figueira da Foz e as publicações inseridas no seu Boletim levaram a que o Museu Municipal se colocasse a par das melhores instituições científicas nacionais.

Instalado provisoriamente na Casa do Paço desde 1899, foi transferido para o edifício dos Paços do Concelho em 1910, onde se manteve até 1975, data da abertura oficial ao público do novo edifício, construído com o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian e projetado pelo arquiteto figueirense Isaías Cardoso.

Com a abertura do novo espaço deu-se início a todo um trabalho de reinstalação e estudo das peças, associado a um grande esforço de dinamização junto do público, coletividades e escolas. O Museu dispõe de um centro de documentação que disponibiliza uma vasta coleção de obras de temática relacionada fundamentalmente com a História da Arte, Arqueologia e Museologia. Possui ainda um núcleo significativo de bibliografia relativa à história local e história do Museu Municipal.

Constituído por uma sala de leitura/consulta e por um espaço de reserva, não dispõe de serviço de empréstimo, no entanto a consulta e leitura presenciais podem ser realizadas de segunda a sexta, das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 17h00.

As coleções que não se encontram em exposição podem ser visitadas na reserva, mediante marcação prévia, todas as sextas-feiras e no primeiro sábado de cada mês, sempre às 14h30. Podem ver-se as coleções de armas, mobiliário e etnografia de África, Brasil e Oriente: China, Japão, Índia… O acervo está acomodado nas vitrinas antigas, o que permite ter uma impressão muito sugestiva do que seria o Museu Municipal à data da sua fundação, no final do século XIX. Nas reservas, evoca-se também a Sala de Curiosidades que existiu nos anos quarenta do século XX, com objetos muito diversificados e um grande predomínio de espécies de História Natural.

Frágil ou duradoura, a relação que se estabeleceu entre o Museu e os doadores tem permitido um enriquecimento progressivo do acervo museológico, comprovando que é essencial esta aptidão para ativar relações com a sociedade e o meio em que se insere. A necessidade de conhecer melhor os beneméritos do Museu Municipal Santos Rocha tem suscitado um amplo trabalho de investigação que, por sua vez, vai permitindo uma visão mais alargada acerca de um vasto leque de personalidades, figueirenses ou não, que assumiram a doação como um acto de generosidade, desde a fundação até aos nossos dias. Apesar de se constituir como uma tarefa ainda inacabada, a pesquisa permitiu que seja agora criada uma base de dados que consideramos, todavia, em permanente construção, tendo em conta que algumas dezenas de nomes nos são merecedores de maior investigação e que o período cronológico estudado abarca apenas os anos de 1894 a 1939. Esperamos que, com a sua divulgação, novos contributos possam surgir e complementar a informação já disponível.

 

HorárioInverno (de 01 setembro a 30 junho) Terça a sexta: 09h30 | 17h00 Sábado: 14h00 | 19h00 Encerra: Domingos, segundas e feriados

Verão (de 01 julho a 31 agosto) Terça a sexta: 09h30 | 18h00 Fim-de-semana e feriados: 14h00 | 19h00 Encerra: Segundas

 

EntradaAdultos: 2 € Adultos (idade superior a 65 anos) 1€ Bilhete Família (mínimo 3 visitantes) 4€ Visita de grupo (superior a 15 visitantes) 15€

 

Para além da sua missão de recolha, conservação, proteção, investigação, interpretação e divulgação dos testemunhos materiais e imateriais, legados pelos antepassados ou representativos de identidades mais recentes, com valor arqueológico, etnográfico, artístico, ou qualquer outro valor patrimonial considerado relevante o Museu Municipal tem também por missão estabelecer diálogos e experiências que apoiem, desafiem e estimulem os seus públicos na formação de conhecimentos, enquadrados nos diversos contextos histórico-culturais, fortalecendo as relações com a comunidade em que se insere e ao serviço da sociedade em geral.

 

Fundado em 1894 pelo figueirense António dos Santos Rocha  (1853-1910) com o objetivo de albergar o valioso espólio recolhido por si, desde 1886, em várias campanhas arqueológicas na Serra da Boa Viagem, o Museu Municipal foi instalado provisoriamente na Casa do Paço onde permaneceu até 1899, sendo então transferido para o edifício dos Paços do Concelho da Figueira da Foz.

Até 1910, ano da morte de Santos Rocha, o Museu foi arqueológico e etnográfico. A ampla projeção que obteve deve-se à dedicação do seu fundador e ao trabalho desenvolvido pela Sociedade Arqueológica da Figueira, que reunia os mais distintos espíritos figueirenses, nacionais e estrangeiros, interessados nas ciências antropológicas.

Em 1939, sob a direção de António Vitor Guerra e com o apoio constante do recém-formado “Grupo dos Amigos”, alargou-se o leque disciplinar das coleções, incorporando importantes legados e depósitos que permitiram a formação de secções artísticas até então inexistentes, nomeadamente de pintura e de escultura.Apesar da manifesta insuficiência de espaço, o museu permaneceu no edifício dos Paços do Concelho, sendo transferido, em 1945, do andar nobre para o piso superior.

Em 1966, com o suporte técnico e financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian iniciaram-se os trabalhos de construção de um ambicioso complexo cultural, simultaneamente museu, biblioteca e auditório. O edifício foi inaugurado em 1974 e a primeira sala da exposição permanente abriu em 1979.

Por ocasião das comemorações do 1º centenário, em 1994, o museu recebeu o prémio de “Melhor Museu”, atribuído pela Associação Portuguesa de Museologia.

Chegado ao século XXI, o Museu Municipal Santos Rocha aprofunda a sua relação com o território através de núcleos temáticos dedicados ao mar e ao sal e assume-se como espaço privilegiado de produção e difusão de conhecimento, bem como referência de qualidade e dinamismo na vida cultural do concelho e da região.

São várias as coleções permanentes que podem ser visitadas no Museu Municipal Santos Rocha. A sua maioria ultrapassa o território e o património histórico municipais, como é o caso das coleções de Numismática, de Armaria, de Epigrafia, de Mobiliário Indo-Português e a Tapeçaria de Tavira, peça única, do séc XVIII, de cariz profano, proveniente de uma fábrica de artesãos franceses localizada em Tavira.

Este espaço museológico é também um centro local e nacional aberto à investigação. Disponibiliza, para consulta de investigadores e estudantes, uma vasta coleção de obras de temática relacionada fundamentalmente com a História da Arte, a Arqueologia e a Museologia. Possui ainda um núcleo significativo de bibliografia relativa à história local e história do Museu Municipal.

Constituído por uma sala de leitura/consulta e por um espaço de reserva, não dispõe de serviço de empréstimo, podendo a consulta e leitura presenciais ser realizada de segunda a sexta, das 9h30 às 12h30 e das 14h às 17h.Para além das coleções em exposição permanente, o visitante pode apreciar exposições temporárias, que se encontram patentes ao público durante todo o ano, em duas salas de acesso gratuito.

 



Museu da Liga dos Combatentes





Considerações Gerais - A história de Portugal, desde a sua fundação, em 1143, até aos nossos dias, foi sempre cimentada no terreno através de construções mais ou menos sumptuosas, conforme os feitos e as disponibilidades, monumentos, padrões etc.Estes marcos históricos mantêm viva a história de Portugal e, consequentemente, o nome daqueles que se bateram por Portugal nos mais diversos campos (culturais, militares, religiosos, etc.). Se percorrermos Portugal de Norte a Sul constatamos o que referimos anteriormente e, por isso, há necessidade de se dar continuidade a esses marcos históricos que lembram aos presentes o que foi Portugal até aos nossos dias e aos vindouros o que foi Portugal no tempo dos seus ascendentes.

Dentro dessa continuidade tomou-se imperioso passar "à pedra" a memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal no antigo Ultramar e homenagear todos aqueles que serviram Portugal como simples combatentes. Foi assim que nasceu a ideia de construir em Lisboa um "Monumento aos Combatentes do Ultramar" monumento nacional, por envolver todos aqueles que lutaram ao serviço de Portugal, enquanto que ao nível de muitos concelhos já existem monumentos equivalentes mas com características regionais uma vez que apenas abrangem os naturais desses concelhos.



Casa Museu Vieira Natividade





Implantada em pleno Rossio de Alcobaça encontra-se a Casa Museu Vieira Natividade, local de onde fazem parte as coleções de arqueologia, etnografia, artes plásticas, fotografia, têxteis e cerâmica pertencente ao espólio doado pela família ao Estado português.

De referir que do valiosíssimo arquivo bibliográfico fazem parte obras pertencentes à antiga Biblioteca do Mosteiro que estiveram na posse da família desde o período das guerras liberais.

Manuel Vieira Natividade (1860-1918) representa porventura a mais notável figura de Alcobaça. Descendente de uma família de camponeses, nasceu em 1860 no Casal do Rei, freguesia de São Vicente de Aljubarrota. As suas origens, não sendo pobres, não eram abastadas. No entanto, e porque os dotes de inteligência de Manuel Natividade não escaparam à observação da sua mãe, esta procurou afastá-lo da vida agrícola e orientá-lo para os estudos: em 1886, diplomou-se em Farmácia pela Universidade de Coimbra. Era um homem do interior, formado em Coimbra mas sempre ligado à Estremadura, de modos cultos e educados. Escritor, etnólogo, e arqueólogo, realizou uma obra notável de índole regionalista, nomeadamente com trabalhos sobre a Pré-História e a História de Alcobaça e com a interpretação iconográfica dos túmulos de D. Pedro I e D. Inês de Castro.

A Casa-Museu Vieira Natividade foi criada por decreto-lei publicado em 1992 após a doação do imóvel por parte da família e desde então é tutela da Secretaria de Estado da Cultura. Infelizmente, mais de vinte anos volvidos da sua doação, continua fechada ao público por motivos que se relacionam ainda com a inexistência das condições necessárias para a sua fruição turística e cultural.



Museu Rural de Salselas localizado em Salselas, Macedo de Cavaleiros





O Museu Rural de Salselas é um museu localizado em Salselas, concelho de Macedo de Cavaleiros. Representa a imagem da cultura tradicional transmontana, antiga proví­ncia e comunidade portuguesa.

A exposição permanente é uma considerável colecção de objetos, testemunhos da forte relação entre o homem e a terra, estando distribuída por secções temáticas, agrupadas em dois universos: o Universo do Homem e o Universo da Sociedade Rural.



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