Na história da independência de Portugal existem duas grandes datas. A primeira diz respeito ao reconhecimento por parte de Afonso VII, de Leão e Castela. A segunda, celebrada esta quinta-feira, é a do reconhecimento papal.

 

No dia 5 de outubro de 1143 o Rei Afonso VII de Leão e Castela reconheceu oficialmente a independência do reino forjado à sua custa por D. Afonso Henriques. Desta data nasceu o ditado, que durante anos os alunos eram obrigados a memorizar: 1143, quem não conhece esta data não é bom português”.

Segundo esta contagem, Portugal está neste momento a caminho dos 879 anos

 

A verdade, porém, é que aos olhos do mundo de então o mero acordo entre dois reis não tinha valor enquanto não fosse selado com reconhecimento papal. Depois de 1143 a emergente diplomacia portuguesa pôs-se no terreno para obter essa bênção, com D. Afonso Henriques a declarar-se vassalo do sucessor de Pedro. Entretanto, na faixa Atlântica da Península Ibérica procedia-se à reconquista, expulsando os mouros, sabendo que quanto mais esse projeto avançasse, maior o reino, menor a ameaça futura e mais provável seria o Papa ver o novo país como consolidado.

 

Foi no dia 23 de maio de 1179, há precisamente 843 anos, que chegou a tão aguardada bula papal, conhecida pelo nome Manifestis Probatum” em que o Papa Alexandre III, eleito 20 anos antes, deu finalmente o seu assento ao Reino de Portugal.

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