5 Aldeias no Alentejo em que todos os Portugueses tem de Conhecer

5 Aldeias no Alentejo em que todos os Portugueses tem de Conhecer

Neste artigo podes encontrar aldeias no Alentejo para visitar e fazer uma escapadinha A região do Alentejo, a maior de Portugal, é rica em paisagens, e apresenta realidades tão diferentes como as típicas Planícies, separadas por zonas montanhosas e serranas, uma bela costa com praias idílicas, notáveis cidades e pitorescas aldeias como que paradas no tempo. 

Ocupando cerca de um terço do território português, mas acolhendo apenas 5% da população, a bucólica região do Alentejo engloba vastas paisagens de oliveiras e sobreiros, grandes propriedades agrícolas e vinhas pitorescas.

As planícies a perder de vista começam a desenrolar-se junto ao Tejo. Se ao norte o ritmo é marcado pelo verde da campina, mais para sul a paisagem combina com sol, calor e um ritmo compassado. É o Alentejo. 

A beleza da paisagem e a qualidade do seu património arqueológico, monumental, arquitectónico e etnográfico, a par da excelência da sua gastronomia e vinhos, conferem-lhe condições de excepção para uma descoberta que associe o turismo de natureza e o turismo cultural



A norte pastam cavalos na lezíria; no vasto interior, a planura imensa, searas louras ondulando ao vento; no litoral praias selvagens, duma beleza agreste e inexplorada.

A amplitude da paisagem é entrecortada por sobreiros ou oliveiras que resistem ao tempo. Santarém é um miradouro natural sobre a imensidão do Tejo. Aqui e ali ergue-se um recinto muralhado, como Marvão ou Monsaraz, ou a antiguidade duma anta a lembrar a magia do lugar. Nos montes, casas térreas e brancas coroam pequenas elevações, os castelos evocam lutas e conquistas, e os pátios e jardins atestam influências árabes, que moldaram povo e natureza.

1. Santa Susana (Alcácer do Sal)



Com arquitectura tipicamente alentejana, a aldeia de Santa Susana destaca-se pela presença de casinhas de rés-do-chão, todas caiadas de branco com barra azul e grandes chaminés. Localizada entre duas ribeiras, afluentes da margem direita da ribeira de Alcáçovas, está distanciada da sede do concelho por 15 km.

Santa Susana chama a atenção devido às suas casas de contornos iguais e molduras de azul forte. Parece uma antiga vila de arquitectura rural, mas que estas ruas geométricas e as casas iguais não são um acaso.

Passear pelo Alentejo é um encontro permanente com esta realidade e com os dois tipos de arquitectura que a exprimem: a erudita, por vezes de grande valia sob o ponto de vista do património monumental, e que é bem visível nos solares de grandes herdades e nas casas nobres dos centros urbanos; e a popular, que nos revela outras faces do património, de sabor genuinamente rural, e se observa no casario mais antigo das aldeias, vilas e cidades. 
 
No Norte Alentejano são incontornáveis as vilas de Marvão e Castelo de Vide, esta última com a Judiaria mais espantosa de toda a Região. Mas veja também Alegrete, dentro e fora do castelo, a minúscula Flor da Rosa, o centro histórico de Cabeço de Vide e Alter Pedroso.

No Alentejo Central, é obrigatório conhecer as três jóias patrimoniais que são Evoramonte, Terena e Monsaraz. Como exemplo de uma vila viva e bem cuidada, visite Redondo. Como paradigma de recuperação de uma aldeia totalmente abandonada, S. Gregório, no sopé da Serra d’ Ossa., No Baixo Alentejo, destacam-se os centros históricos de Alvito, Serpa e Mértola, cada um com o seu ambiente específico, mas também o casario antigo de pequenos lugares como Vila Alva, entre Alvito e Cuba, Casével e Aivados, junto de Castro Verde, e a bela Messejana, a dois passos de Aljustrel. 

No Litoral Alentejano, três pequenas aldeias, com enquadramentos muito diferentes, são suficientes para mostrar a quem passa férias nesta zona por causa do sol e do mar, que vale a pena descansar da praia de vez em quando e dar uns passeios pelo interior: Santa Susana (Alcácer do Sal), Lousal (Grândola) e a serrana Vale de Santiago (Odemira). 
 
 

 Porto Covo (Sines)

 

Inserida no previligiado Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a pacata aldeia de Porto Côvo, conseguiu ao longo dos anos, preservar toda a traça tradicional que lhe confere tamanha beleza.
Apesar de cada vez mais procurada e hoje em dia com mais oferta de alojamento e comércio, as suas ruas ofuscam o visitante com as suas casas caiadas de um branco irrepreensível.
Com o mar azul de pano de fundo, Porto Côvo envolve-nos pelas suas belas paisagens, seja de mágnificas praias, seja de planícies tipicamente alentejanas.
A gastronomia e a simpatia dos habitantes fazem repetir a visita.

 

São Cristóvão (Montemor-o-Novo)



A meio caminho entre Montemor e Alcácer do Sal, São Cristóvão é uma aldeia no mar da planície a caminho das praias. 
O nascimento desta aldeia tem a sua origem intimamente ligada a uma lenda, na qual atribuírem a São Cristóvão a graça da escolha do local da igreja, pelo que o povo escolheu este santo como seu padroeiro e símbolo unificador da sua fé. O estreito vale da ribeira de S. Cristóvão alberga vários “monumentos” de arquitectura natural.

 

Para descobrir estes lugares, a melhor opção é utilizar os percursos pedestres e/ou os de BTT existentes, e com a ajuda dos folhetos explicativos, descobrir as belezas da freguesia.

COMO CHEGAR A SÃO CRISTÓVÃODISTÂNCIAS

São Cristóvão – Montemor-o-Novo: 21km 
São Cristóvão – Alcácer do Sal: 28km 
São Cristóvão – Évora: 57km

De comboio: 
- De Lisboa, estação de Entrecampos, comboio com destino a Alcácer do Sal. Duração da viagem de, aproximadamente, 1h20.


EVENTOS- Festa consagrada a São Cristóvão e a São Sebastião: 3º Domingo de Julho. 
- Romaria a Cavalo: evento de nível nacional, que liga a Moita a Viana do Alentejo e que passa pela aldeia de S. Cristóvão normalmente nos últimos dias da Quaresma.

 

Alegrete



Alegrete é uma bonita e pacífica freguesia Alentejana situada a mais de 480 metros de altitude, em pleno Parque Natural da Serra de São Mamede, no concelho de Portalegre, dona de uma antiga e rica história. De facto, este é um lugar de antiga ocupação Humana, ocupado por vários povos, tendo sido reconquistado pelo primeiro rei Português, D. Afonso Henriques, possivelmente por volta de 1160.

Alegrete localiza-se próximo da fronteira com Espanha, pelo que a sua posição geográfica sempre permitiu observar toda a envolvente na perfeição, dotando a localidade de alguma importância e desenvolvimento, como ainda hoje é visível no principal monumento da localidade: o Castelo. Alegrete orgulha-se do seu património que conta com a bela Igreja Matriz do século XVI, as Capelas de São Pedro (século XV) e da Misericórdia (século XVII), a Torre do Relógio junto à Igreja Matriz, datada do século XVII ou o encantador Coreto já do século XX. Vale a pena conhecer as pacatas ruas de Alegrete, com o seu típico casario alvo de faixa colorida que alberga a verdadeira essência Alentejana, onde o tempo parece parar e as tradições vão sendo sabiamente mantidas com o passar dos anos.

 

Flor da Rosa




Flor da Rosa é uma aldeia Alentejana que se desenvolveu em volta de um importante Mosteiro, bem próxima da vila do Crato. Segundo a tradição, o topónimo “Flor da Rosa” virá de um cavaleiro doente cuja noiva, de nome Rosa, terá ofertado exactamente uma frondosa rosa. Contudo, ao contrário do que se previa, foi Rosa quem primeiro faleceu, trazendo o maior dos desgostos ao cavaleiro. Encontrado muitas vezes a chorar desgostoso na campa da sua amada, o cavaleiro, no seu leito de morte, pede para que a flor que Rosa lhe oferecera o acompanhasse à sepultura e que fosse dado àquele lugar o nome de Flor da Rosa em homenagem à sua amada.

O saber popular afirma ter sido em Flor da Rosa que nasceu o Santo Condestável, D. Nuno Álvares Pereira, conquanto as únicas certezas que se relacionam com esta importante figura histórica é o facto de seu pai, D. Álvaro Gonçalves Pereira, aqui ter residido enquanto Prior do Crato. Flor da Rosa é também muito afamada pelo seu artesanato, nomeadamente de olaria e peças em granito, produzindo objectos de qualidade que guardam técnicas ancestrais, existindo mesmo uma escola de olaria.







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