Alfama, um labirinto ancestral o bairro mais antigo de Portugal

Roupas penduradas nas sacadas. O canto melódico de um cantor de fado ecoando pelas ruas. Azulejos coloridos decorando as fachadas de sobrados. Alfama, bairro localizado entre o Castelo de São Jorge e o Rio Tejo, talvez seja a parte mais encantadora de Lisboa.

Alfama é o mais antigo e um dos mais típicos bairros da cidade de Lisboa, este bairro medieval (que já foi uma judiaria e uma comunidade piscatória) é o bairro mais antigo da Europa, depois de El Pópulo em Cádis. É uma pequena aldeia ou medina no meio da capital, e uma relíquia dos tempos anteriores ao grande terramoto de 1755. Escapou à catástrofe graças aos seus sólidos alicerces na colina mais alta da cidade, que se estende até ao bairro da Graça









 

Alfama é o centro histórico de Lisboa. O bairro foi o único a não ser destruído por um terremoto que devastou a cidade em 1755. Embora os romanos e os visigodos tenham deixados suas marcas, foram os mouros que ocuparam o bairro a partir do ano 711. Um exemplo típico da influência moura são as ruas estreitas com sobrados caiados. O nome Alfama provavelmente vem de uma palavra árabe que significa banho e se referia às fontes termais da região. O bairro é um incrível labirinto de ruas estreitas e praças com palmeiras. Em cada esquina e por trás de cada porta há uma surpresa.

 



 

Não se sabe ao certo quando os primeiros povos se começaram a fixar na cidade mas os trabalhos arqueológicos junto ao Castelo de São Jorge provam a presença dos Fenícios desde 1200 a.C.. A colina foi habitada durante a Idade do Ferro entre (600-800 a.C.) e, mais tarde, pelos Mouros, que estabeleceram um califado na Península Ibérica.

Bairro de Alfama pode-se perder num labirinto pitoresco de ruelas e escadarias entre bancas de peixe e lojas típicas e de noite é o lugar, onde, em locais típicos pode ouvir o fado, a característica música popular portuguesa, lenta e melancólica, que exprime a alma dos portugueses, uma mistura de presunçosa melancolia, ansiedade, calma, sentido fatalista da vida, que é chamado em português saudade.



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