A esta foresta e a este clima, o Homemsoube juntar plantas exóticas dos quatrocantos do Mundo, e magnícos jardins, deinspiração inglesa, trazidos pelas inúmeras famílias britânicas que para aqui vieram vi-ver, desde o século XVII ou simplesmentepassar temporadas de érias, sobretudo noséculo XIX.

Como exemplo temos os jar-dins da Quinta do Palheiro, ou o Jardim Bo-tânico do Funchal, ou ainda o Jardim MontePalace que, além das plantas exóticas reúneobjectos de arte únicos, oriundos de todo oplaneta. Todos são visitáveis.Este quadro de referências torna sobretudoo Funchal uma cidade cosmopolita no dese-nho.

Foi construída a enfrentar o mar, comoforma de celebrar a aventura dos descobri-mentos que notabilizaram Portugal no Mun-do. A Catedral do Funchal é um exemplardesse tempo e pode ser admirada no cora-ção da cidade. As ruas circundantes, maiori-tariamente fechadas ao trânsito, são um bompercurso de passeio, sobretudo a AvenidaArriaga, uma das mais bonitas da cidade.Mas na principal cidade da Madeira (exis-tem outras cinco, mais pequenas), outrasépocas estão representadas, nos monumen-tos ou no conjunto arquitectónico formadopelos edifícios.

O facto de o Porto do Fun-chal ter sido sempre muito movimentado,devido à posição estratégica da ilha nas via-gens para o Atlântico Sul, trouxe sempre fo-rasteiros, referências culturais e infuências.A beleza passa, entre outros, pelo Colégiodos Jesuítas, o Palácio de São Lourenço ouo Convento de Santa Clara.




levadas 1400 km Levada das 25 Fontes



Mas é preciso voltar a descer para seguirviagem. Uma forma fácil de contactar coma foresta Laurissilva é visitar o Ribeiro Frio,uma localidade encaixada num vale apertado. A partir daqui vale a pena ir aos Balcões, umpequeno passeio a pé, de cerca de 30 minutos, que serve de amostra às famosas levadasda Madeira. Essas levadas são normalmentepercursos mais longos, alguns chegam a du-rar o dia inteiro, mas os Balcões funcionamcomo uma versão curta do tipo de paisagemque podemos encontrar, sem ter de percorrer muitos das centenas de quilómetros destarede de canais de irrigação que foram vitaisno transporte de água na Madeira.

A sua função era captar a água em altitudee sobretudo na Costa Norte e levá-la ao Sul,onde sempre se concentrou a maior parteda população e os terrenos agrícolas.

Hoje,grande parte das levadas serve para pas-seios a pé. O Caldeirão Verde ou a Levadado Norte são apenas exemplos. Na Costa Norte da ilha é importante conhe-cer Santana.

É o lugar associado às típicascasas madeirenses, cobertas de palha, masé também um lugar onde o verde da fo-resta é mais exuberante. A prova está noParque Florestal das Queimadas, que maisparece um jardim, ideal para um piqueniqueou para um simples passeio




monte a mustmonte incontornável

Uma boa forma de sair do centro da cidadeé subir ao Monte e fazê-lo de teleférico. Natradição histórica este é o lugar de excelência das quintas que, na Madeira, são casasapalaçadas com um jardim. 

Valedas Babosas e visitar, no ponto de chegada, o Jardim Botânico. Uma descida alternativa,com muita adrenalina, pode sempre ser nostradicionais carros de cesto.Mas a partir do Monte também pode mos subir. E fazê-lo signifca entrar nas altitu-des mais elevadas da Madeira, onde é fácilestar acima dos mil metros. É mais ou me-nos essa a altitude do Poiso.

A paisagemcircundante é diferente do resto da ilha. Asárvores, pinheiros, abetos e cedros, fazemlembrar as cores das forestas do Norte daEuropa. A temperatura continua a descerse subirmos mais ainda, até aos cerca de 1.800 metros: O Pico do Areeiro é um lugarmágico, que permite ver, em dias claros, oquanto esta diversidade acontece numa ilhatão pequena. Aqui, não raras vezes estamosacima das nuvens, um manto branco quese estende até perder de vista, com o sol aaquecer-nos a alma




Em Santana também vale a pena conhecerum marco de modernidade. A cultura e et-nografa da Madeira são divulgadas atravésde um parque temático onde não faltam asexperiências multimédia e os simuladorescom a mais recente tecnologia. Um outroparque do mesmo tipo fca em São Vicen-te.

O Centro de Vulcanismo, associado às Grutas de São Vicente, explica as origensvulcânicas da ilha. Quanto à Costa Sul, multiplicam-se os pon-tos de interesse, mas aqui a luz e o sol sãomais fortes. Um deles, um pouco fora dasrotas tradicionais dos passeios pela Madeiraé o Farol da Ponta do Pargo, no extremo Oeste.

É o local ideal para o fim da tarde, com vista para o mar e para um magnífco pôr-do-sol. Mas aqui os acessos ao mar, na sua maio-ria através de complexos balneares, ganhosao mar vencendo a difícil orografa da ilha, são muito característicos.

Ribeira Brava,Madalena do Mar e Calheta são exemplos,esta última com uma praia artifcial de areiaamarela. É também na Calheta que, no topode uma ravina, se ergue o ediício maispremiado da Madeira: O Centro das Artes“Casa das Mudas”. E mesmo para quempossa não ter apetência pelas artes, terápela qualidade do ediício e pelas vistas quea partir dele se pode obter.

Sem dúvida ummarco notável, no terceiro maior centro deexposições de Portugal.É importante, na Madeira, também não esquecer a tradição. E nesse ponto o Vinho Madeira e o Bordado da Madeira são osícones máximos.

No primeiro caso, umavisita à Madeira Wine Company permiteaprender, saborear, sentir e comprar. Nocaso do bordado vale a pena percorrer asruas do centro do Funchal e admirar estaspeças de arte feitas pela mão de centenasde bordadeiras espalhadas por toda a ilha.Claro que para complementar esta pequenaamostra da Madeira, só mesmo um passeiode barco junto à costa. E como se a pai-sagem não bastasse, as águas ao largo do Funchal permitem ver muito mais com a cauda de uma baleia, um grupo de golfinhos, ou tartarugas.  Com sorte até pode observar um lobo-marinho