Jardim da Manga em Coimbra





O Jardim da Manga, também conhecido como Claustro da Manga, localiza-se na freguesia de Santa Cruz, na cidade, concelho e distrito de Coimbra, em Portugal. Este logradouro público situa-se nas traseiras do Mosteiro de Santa Cruz, na baixa da cidade.

É uma das primeiras obras arquitectónicas inteiramente renascentistas feitas em Portugal e a sua estrutura é evocativa da Fonte da Vida.

A classificação abrange o que subsiste da construção desenhada por Marcos Pires e que fazia parte (centro) do antigo claustro do séc. XVI, do Mosteiro de Santa Cruz.

É composto por um pequeno templete central, rodeado por quatro capelas de planta circular, tanques e jardim.



Universidade de Coimbra - Alta e Sofia





Designa-se por Universidade de Coimbra - Alta e Sofia, o conjunto histórico-cultural classificado como Património Mundial da UNESCO em 2013, albergando 4 freguesias do Centro Histórico de Coimbra (São Bartolomeu, Sé Nova, Sé Velha e Santa Cruz) localizadas na cidade de Coimbra, em Portugal. A Universidade de Coimbra é uma das universidades mais antigas ainda em operação do mundo e a mais antiga de Portugal e dos paí­ses e regiões de lí­ngua portuguesa.

A sua história remonta ao século seguinte ao da própria fundação da nação portuguesa, dado que foi criada em 1290, mais especificamente a 1 de março, quando o Rei D. Dinis I assinou em Leiria o documento Scientiae thesaurus mirabilis, o qual criou a própria universidade e pediu ao Papa a confirmação.

A Alta de Coimbra era onde vivia a nobreza, o clero e mais tarde os estudantes. Hoje é um local privilegiado da cidade, onde se misturam serviços (banca, seguros, comércio), séculos de história, habitação, cultura, espaços verdes e lazer.

A Rua da Sofia (parte integrante da Baixa de Coimbra) é uma famosa e grande rua de Coimbra. Tem elevada concentração de comércio, já que toda a rua é ladeada por diversas lojas, muitas delas de grandes marcas internacionais. Foi construí­da na primeira metade do século XVI e apresenta muitas caracterí­sticas do tempo do Renascimento. É uma rua larga e reta, que conta com 460 metros de comprimento e 13 de largura. A rua começa na Ladeira de Santa Justa e acaba na Praça 8 de Maio. Antigamente localizavam-se nesta rua os colégios universitários.



Caf Santa Cruz em Coimbra no centro Histrico





O Café Santa Cruz localiza-se na praça 8 de Maio, na freguesia de Santa Cruz, na cidade e concelho de Coimbra, distrito de Coimbra, em Portugal. É um dos mais tradicionais café-restaurantes da cidade.

Após a passagem por Coimbra de D. João III em 1527, a reforma do Mosteiro de Santa Cruz e a instalação da Universidade vão alterar profundamente a cidade.

Para Santa Cruz foi nomeado reformador Frei Brás de Braga que partira em 1517 para estudar em Paris tendo regressado em 1525 a Portugal para ocupar o cargo de Prior do Mosteiro da Serra de Sintra. Entre outras, a missão de Frei Brás passava pela reestruturação das dependências conventuais modernizando e construindo edifícios.

Extinto o pequeno convento de S. João das Donas, restaurada a Igreja de Santa Cruz à dignidade do panteão dos primeiros monarcas, seria de toda a conveniência reservar esta para o uso quotidiano e exclusivo dos frades crúzios. Para que tal sucedesse era necessário construir de raiz uma igreja paroquial que servisse a freguesia de S. João da Cruz. Foi então que Frei Brás de Braga a mandou erguer em cerca de 1530.



Arquivo Universitrio da cidade de Coimbra





O actual edifício do Arquivo da Univercidade de Comibra, de forte feição classicista, está dividido em duas secções distintas. O actual edifício do Arquivo, de forte feição classicista, está dividido em duas secções distintas. A principal é composta por quatro pisos e está destinada à administração, aos serviços de consulta e atendimento ao público, através das salas de Leitura, de Catálogo e de Conferências e Exposições temporárias. A segunda secção, composta por seis pisos, funciona como depósito das várias espécies documentais, livros e pergaminhos.

Segundo os cálculos realizados em 1944, e como se viria a verificar, o edifício fora delineado para receber documentação durante um período de 50 anos.



Departamento de Qumica da Universidade de Coimbra





Departamento de Química da Universidade de Coimbra as diferentes áreas científicas desenvolvem- se em torno de um amplo pátio quadrangular, organizando-se a secção de Física no flanco poente do complexo e as de Química no nascente, com os respectivos acessos a partir dos corpos opostos.

Virada para a Rua Larga, a fachada principal é constituída por um amplo pórtico com fortes pilares através dos quais se acede ao pátio central, onde se encontra o maior auditório universitário, o da Reitoria, e uma cantina escolar. Além do espelho de água, fronteiro ao auditório, o pátio apresenta ainda dois conjuntos de escadas de emergência construídas na década de 1980 e que alteraram a fisionomia primitiva. No flanco sul ergue-se um outro pórtico com espaçosa varanda aberta sobre o Jardim Botânico.

Uma das particularidades mais marcantes de todo o conjunto é a sequência repetitiva das janelas, num tratamento semelhante a outros edifícios, e que contribuem para acentuar a simetria do edificado.



Faculdade de Medecina de Coimbra





O Faculdade de Medecina de Coimbra projecto inicial deste edifício, traçado pelo arquitecto Lucínio Guia da Cruz de acordo com uma gramática moderna e classicizante, acabaria por sofrer algumas alterações impostas pelo arquitecto Cristino da Silva. 

O projecto inicial deste edifício, traçado pelo arquitecto Lucínio Guia da Cruz de acordo com uma gramática moderna e classicizante, acabaria por sofrer algumas alterações impostas pelo arquitecto Cristino da Silva. A vincada austeridade e uniformidade das formas arquitectónicas foram atenuadas em determinados sectores com a aplicação de elaborados conjuntos escultóricos e pictóricos.



Castelo de Penela na freguesia de Santa Eufmia Coimbra





O Castelo de Penela localiza-se na vila de mesmo nome, na freguesia de Santa Eufémia, Distrito de Coimbra, em Portugal. 

A ocupação militar deste outeiro é muito antiga, remontando pelo menos aos Romanos, que daqui vigiavam a estrada Mérida-Conímbriga-Braga. Invadida pelos Árabes em 716, foi depois retomada no séc. XI pelo Conde D. Sesnando, primeiro governador de Coimbra. O conde mandou erigir no local da alcáçova um forte castelo, que repovoou, nascendo assim um burgo cristão sob a protecção das muralhas ameiadas. Deste povoamento subsistem as sepulturas escavadas na rocha de desenho antropomórfico.

O castelo de Penela é uma fortaleza medieval de planta irregular e recorte sinuoso, alongada no sentido Norte-Sul aproveitando o escarpado natural, pelo que os panos de muralha têm altura que varia entre 7 e 19 metros. Pertencia à linha defensiva do Mondego na época da Reconquista cristã, seguindo-se ao castelo de Montemor-o-Velho em ordem de grandeza.

Na cerca de muralhas, que envolvia a vila medieval com suas casas, ruas e igreja, rasgam-se as duas portas existentes. A Porta da Vila ou do Cruzeiro (séc. XV), de arco pleno, no exterior da qual, em tempo de paz, se começou a estender o arrabalde, e a Porta da Traição para acesso aos campos.

A brecha das desaparecidas constitui hoje a entrada mais franca na fortaleza aqui se abria a terceira porta, virada a sul, guardada pela torre quinária, e que ligava o arrabalde mais directamente à igreja.

Nas zonas mais expostas foram levantadas as torres que permitiam a defesa cruzada das quadrilhas (pano de muralha entre as torres) e das portas. Das doze torres que existiram até ao séc. XVIII subsistem algumas com formas arredondadas e quadrangulares, para além da quinária.

Em posição dominante sobre uma colina calcária, integrava a chamada linha do Mondego, e tinha como função a de guarda avançada de Coimbra, à época da Reconquista.

Juntamente com o Castelo de Montemor-o-Velho, constituem o testemunho mais expressivo de seu tipo, do perí­odo, na região. De seus muros descortina-se uma bela vista da povoação, e ao longe, a Leste, da serra da Lousã.

A origem da sua toponí­mia é controversa, atribuí­da por alguns autores a primitivos povos celtas. Uma tradição local refere que, quando da conquista por D. Afonso Henriques (1112-1185), ao penetrar na povoação por meio de um estratagema, o soberano teria incitado os assaltantes exclamando: Coragem! Já estamos com o pé nela!. Parece mais correto, entretanto, compreender Penela como um diminuitivo de penha, local eleito para a primitiva fortificação.



Museu da Cincia da Universidade de Coimbra





O MCUC detém o mais antigo núcleo museológico português de história natural e instrumentos científicos, indissociável do património edificado de matriz Jesuíta e Pombalina, ao qual se associam outras coleções que refletem a evolução da Universidade de Coimbra e a sua influência em Portugal e no mundo.

Os primeiros objetos das suas coleções datam, na sua maioria, do Século das Luzes. Muito contribuíram para a riqueza do espólio a transferência para Coimbra da coleção de física experimental do Colégio dos Nobres em Lisboa, mas também as Viagens Philosophicas de Alexandre Rodrigues Ferreira à Amazónia. Parte do acervo do Museu pode ainda hoje ser visitado nas salas originais, o Laboratório Chimico e o antigo Colégio de Jesus. No MCUC encontra-se também o espólio académico e as coleções do antigo Museu Nacional da Ciência e da Técnica (MNCT).

A partir de meados do século XVI, a Universidade de Coimbra converteu-se no maior encomendante português no campo artístico, logo a seguir à Coroa. Ao longo das gerações, o seu património artístico foi-se acumulando, dando origem a um acervo notável de testemunhos históricos e estéticos do passado, que sobressai nos contextos nacional e internacional nos mais variados domínios, com destaque para a arquitectura, escultura, pintura, azulejaria e tapeçaria.

Esta rica herança encontra-se em permanente actualização, juntando-se-lhe diariamente novos motivos e pontos de interesse. E a Universidade de Coimbra moldou esta herança e dedica-lhe especial atenção para a colocar ao serviço de todos. 

No Museu da Ciência, a Universidade de Coimbra desenvolve um projecto museológico de características ímpares no nosso país, que visa reunir o acervo científico disperso por vários museus universitários e pelas faculdades, para além dos acervos do Observatório Astronómico e do Instituto Geofísico, criando, dessa forma, um Museu da Ciência moderno e integrador, ao nível dos melhores existentes no mundo.

O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra é um museu interactivo que pretende proporcionar aos visitantes de todas as idades um ambiente de entretenimento para, assim, descobrir a ciência. 

O Museu apresenta as colecções da Universidade de objectos científicos e de instrumentos, assim como diversas exposições interessantes e experiências hands-on. O Museu organiza inúmeras actividades. A suas exposições temporárias, as visitas guiadas, os workshops e as reuniões informais tornaram-se muito conhecidos e populares entre o público.

O Museu inclui-se no património da “Universidade de Coimbra Alta e Sofia”, classificado pela UNESCO como património mundial, em 2013.



Torre de Anto em Coimbra





A Torre de Anto, primitivamente denominada como Torre do Prior do Ameal, e atualmente como Casa do Artesanato ou Núcleo Museológico da Memória da Escrita, localiza-se na freguesia de Almedina, Concelho de Coimbra, Distrito de Coimbra, em Portugal.

Encontra-se classificada como Monumento Nacional pelo IPPAR desde 1935.

Torre da antiga cerca medieval. Tem quatro pisos ligados por estreita escada em caracol. 



Palcio de Sub-Ripas em Coimbra





O Palácio de Sub-Ripas ocupou uma antiga torre militar integrada na muralha da cidade e casario anexo.

Os dois edifícios que estão na origem da formação do Palácio de Sub-Ripas ficaram conhecidos como a Casa de Cima, ou do Arco, e a Casa de Baixo, também denominada Casa da Torre. A comunicação entre ambos ficou estabelecida com construção de um arco, perpendicular e fechado, sobre a ruela.

A Casa da Torre, adquirida pelo Estado em 1974, seria nas décadas seguintes alvo de um programa de beneficiação e reconstrução com o objectivo de evitar a sua total descaracterização. A última intervenção, dirigida pelo arquitecto António Madeira Portugal, foi distinguida com o Prémio Europa Nostra.



Museu Nacional de Machado de Castro em Coimbra





O Museu Nacional de Machado de Castro é um dos mais importantes museus de Belas-Artes de Portugal. Foi assim denominado em homenagem ao destacado escultor conimbricense Machado de Castro. O seu espólio inclui importantes núcleos de escultura, pintura e Artes decorativas. Ocupa as antigas instalações do Paço Episcopal de Coimbra e um amplo edifí­cio novo, inaugurado em 2012. Localiza-se no Largo Dr. José Rodrigues, freguesia da Sé Nova, Coimbra.

 

 



Casa Caldeiras em Coimbra





A Casa das Caldeiras, um dos raros repositórios do património industrial de Coimbra, apresenta um léxico arquitectónico moderno, sóbrio e funcional, reflexo das primitivas funções desempenhadas. A construção teve início em 1941, no âmbito da modernização e ampliação das infra-estruturas geradoras de energia térmica para o funcionamento dos Hospitais da Universidade.

Contempladas no plano de recuperação e reintegração do edifício foram mantidas as estruturas arquitectónicas originais: a disposição interior, os acessos, as amplas janelas e a alta chaminé, assim como a maioria da maquinaria, com as duas caldeiras de grande porte, adquiridas em 1939 à firma inglesa S.E. de C. Babcock & Wilcox.



Mosteiro de Celas em Coimbra





O Mosteiro de Santa Maria de Celas ou Mosteiro das Celas de Guimarães ou apenas Mosteiro de Celas foi fundado no século XIII. Localiza-se na freguesia de Santo António dos Olivais, Coimbra, Portugal.

O Mosteiro de Celas está classificado como Monumento Nacional (Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910).

Terá sido no ano de 1221 que D. Sancha, filha do rei D. Sancho I, fundou este convento que na época ficava localizada fora da cidade. Inicialmente era apenas uma igreja com um pequeno claustro rodeado de pequenas celas. A irmandade não ia além de uma dezena de religiosas, mas, com o passar do tempo, o mosteiro foi crescendo e tornou-se mesmo num dos mais importantes do país. Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, o mosteiro foi dissolvido, embora tivesse sido permitido que as monjas ali continuassem a viver até que a última delas morresse.



S Nova de Coimbra





A Sé Nova de Coimbra é um templo católico localizado no Largo da Feira na extinta freguesia da Sé Nova, cidade e concelho de Coimbra, em Portugal.

Sediada no antigo Colégio dos Jesuítas, a Sé Nova ocupa o espaço maneirista edificado pela Companhia de Jesus na Alta da cidade. Desde 1547 o plano do colégio coimbrão sofreu inúmeras vicissitudes, entre avanços, recuos e modificações de planta.

Finalmente, em 1598 foi lançada a primeira pedra do projecto de Baltazar Álvares, arquitecto a quem se atribui a traça. As obras iriam arrastar-se até 1640, data em que a igreja dedicada às Onze Mil Virgens foi aberta ao culto. 

É a sede da Diocese de Coimbra e da Paróquia da Sé Nova





Associao Acadmica de Coimbra





O complexo académico Associação Académica de Coimbra começa a ser construído em 1954, segundo o projecto dos arquitectos Alberto José Pessoa e João Abel Manta.

Constituídas por um conjunto de vários edifícios, nos quais se congregam variados serviços – cantinas, bares, ginásio, teatros, salas de ensaio e edifício das secções culturais e desportivas –, as novas instalações académicas revelam claramente a ruptura estilística do “classicismo monumental” adoptado na Alta universitária. Contudo, a linguagem moderna do plano construtivo foi alvo de sucessivas críticas por parte do Conselho Superior de Obras Públicas, focando a ausência de elementos e traços da arquitectura de “tradição portuguesa”.

Posteriormente, o espaço amplo e interior que é delimitado pelas várias construções da Associação foi ajardinado segundo o esboço paisagístico de Gonçalo Ribeiro Teles. Predominando uma forte horizontalidade e assimetria construtivas, a organização espacial dos vários corpos edificados segue uma matriz funcional, segundo as funções inerentes a cada um.



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