Parabéns a todas as marchas participantes e obrigada a todos os que se dedicaram a esta 87.ª edição das Marchas Populares de Lisboa.

Alto do Pina foi uma freguesia portuguesa do concelho de Lisboa, com 0,84 km² de área e 10.333 habitantes (2011).

Foi uma das 12 freguesias criadas pela reorganização administrativa da cidade de Lisboa de 7 de fevereiro de 1959, por divisão das freguesias de Beato, Marvila e Penha de França.

Como consequência de nova reorganização administrativa, oficializada a 8 de novembro de 2012, e que entrou em vigor após as eleições autárquicas de 2013, foi determinada a extinção da freguesia, passando o seu território quase integralmente para a nova freguesia do Areeiro, com apenas uma pequena parte anexada à freguesia do Beato

 

Alto do Pina  vence o concurso das Marchas Populares de Lisboa de 2019.
Em segundo lugar ficou Alfama e em terceiro Penha de França.

O bairro do Alto da Pina foi o vencedor da edição deste ano das Marchas Populares de Lisboa, anunciou hoje a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), responsável pela organização da iniciativa.

O segundo lugar foi atribuído ao vencedor do ano passado, Alfama, e o terceiro a Penha de França.

Com centenas de participantes, o 87.º concurso das marchas contou com 20 grupos: Alfama (vencedora em 2018), S. Vicente, Carnide, Bica, Bela Flor-Campolide, Ajuda, Baixa, Madragoa, Penha de França, Graça, Beato, Marvila, Bairro da Boavista, Olivais, Mouraria, Parque das Nações, Castelo, Alto do Pina, Alcântara e Bairro Alto.

 

Esta é a classificação das Marchas Populares de Lisboa em 2019:

1.º Marcha do Alto do Pina (216 pontos)
2.º Marcha de Alfama (207,5 pontos)
3.º Marcha da Penha de França (194,5 pontos)
4.º Marcha de S. Vicente (182,5 pontos)
5.º Marcha do Bairro Alto (171,5 pontos)
6.º Marcha de Alcântara (171 pontos)
7.º Marcha de Marvila (170,5 pontos)
8.º Marcha da Bica (170 pontos)
9.º Marcha dos Olivais (168,5 pontos)
10.º Marcha de Carnide (167 pontos)
11.º Marcha do Castelo (161,5 pontos)
12.º Marcha do Bairro da Boavista (155,5 pontos)
13.º Marcha da Madragoa (149,5 pontos)
14.º Marcha da Baixa (146 pontos)
15.º Marcha da Ajuda (142,5 pontos)
16.º Marcha da Mouraria (138,5 pontos)
17.º Marcha da Graça (135 pontos)
18.º Marcha da Bela Flor-Campolide (132 pontos)
19.º Marcha do Beato (128 pontos)
20.º Marcha do Parque das Nações (110 pontos)

E por categoria:

Cenografia: Marcha de S. Vicente e Marcha de Carnide
Coreografia: Marcha do Alto do Pina
Desfile na Avenida da Liberdade: Marcha do Alto do Pina
Figurinos: Marcha do Alto do Pina, Marcha de S. Vicente e Marcha de Alfama
Letra: Marcha do Alto do Pina e Marcha do Bairro Alto
Melhor Composição Original: Marcha do Alto do Pina com "Alto lá com o Alto do Pina"
Musicalidade: Marcha da Mouraria

Esta foi a 87ª edição das Marchas Populares de Lisboa e este o júri que avaliou a participação das 20 marchas a concurso:

Presidente do Júri: Pedro Santos Franco
Coreografia: Cláudia Nóvoa
Cenografia: António Jorge Gonçalves
Figurino: Joana Barrios
Letra: Tito Lívio
Música: Ricardo Parreira
Apreciação Global: Joana Amendoeira
Representante da EGEAC: Cecília Folgado

 

Historia das festas de Lisboa

Registos há de pequenos grupos que se deslocavam com archotes, cantando em competição – as marchas ao filambó, uma adaptação das francesas marches au flambeaux. Mas foi em 1932 que, com o objectivo de revitalizar o Parque Mayer, alguns núcleos bairristas desfilaram no Capitólio a convite de Leitão de Barros. Alto do Pina, Bairro Alto e Campo de Ourique foram os ranchos (como se chamavam na altura) participantes, ainda sem o tom alfacinha como tema central, mas já em formato de competição. Campo de Ourique, com os seus trajes minhotos, foi o vencedor da primeira edição.

Leitão de Barros, fazendo uso do seu prestígio na cidade e no Diário de Lisboa, percorreu as colectividades para que cada uma mostrasse o que tinha de particular, com o objectivo de dar um cunho lisboeta às marchas, chamando mais público. Em 1934, 300 mil pessoas assistiram ao desfile de 12 bairros e 800 marchantes, desde o Terreiro do Paço até ao Parque Eduardo VII.

No ano seguinte, foi a primeira vez que todas as marchas cantaram uma composição comum – a Grande Marcha de Lisboa Lá vai Lisboa, de Raúl Ferrão e Norberto de Araújo. Também neste ano foram instituídas regras: fixou-se o número de marchantes, de músicos e de acompanhantes.

Ao êxito de 1935, e em grande parte devido ao conflito internacional em que se vivia, seguiu-se um longo interregno, com excepção para os anos de 1940, com a celebração dos Centenários da Independência e da República, e de 1947, data do 8.º Centenário da Conquista aos Mouros.

Nos anos 50, as marchas adquirem um enorme prestígio, tendo sido assistidas pelos mais altos dirigentes do Estado e apadrinhadas por vedetas da rádio e do teatro. Em 1952, a novidade é a deslocação do desfile para o percurso que conhecemos hoje, do Marquês de Pombal aos Restauradores.

Depois de mais um período instável, a partir de 1963, e até 1970, o desfile ocorreu sem interrupções, sendo nesse ano que a televisão se torna um espectador assíduo, primeiro a preto-e-branco e mais tarde, com cor, revelando toda a essência e esplendor das Marchas.

Na década de 60 começam as exibições em recinto fechado, no Pavilhão dos Desportos, no Parque Eduardo VII. Nessa altura registou-se um dos percursos mais longos – do Parque ao Terreiro do Paço, com passagem pelas Avenidas Sidónio Pais e Fontes Pereira de Melo. Em 65, aparecem os carros alegóricos e, em 69, as mascotes – crianças que acompanham a marcha vestidas a rigor. No início dos anos 70, assiste-se ao progressivo declínio das Marchas que chegaram mesmo a extinguir-se depois da Revolução de Abril, por estarem associadas ao Estado Novo. Só em 1980 regressam à Avenida, mantendo um ritmo anual até hoje.

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