O Piódão é uma das mais Belas e Famosas aldeias históricas portuguesas. É uma aldeia tradicional portuguesa na BeiraLitoral. Situado em plena Paisagem Protegida da Serra de Açor, com paisagens magníficas, o Piódão é uma das mais pitorescas aldeias de Portugal, com casas encavalitadas e uma série de sinuosas ruas e travessas, dando-lhe um charme que faz desta aldeia o local único e atractivo que é.

Enquanto percorremos a Serra do Açor, ao mesmo tempo que nos deixamos encantar pelo aspeto majestoso e puro da paisagem, a curiosidade e a impaciência invadem-nos. Piódão teima em permanecer escondido para, inesperadamente, deslumbrar com a sua arquitetura, que tão bem exemplifica a capacidade que temos para de forma harmoniosa nos adaptarmos aos mais inóspitos e também mais sublimes locais. Como se de um presépio se tratasse, as casas distribuem-se em redor dos socalcos, nas quais pontuam o azul e o xisto, por entre sinuosas e estreitas ruelas, que em cada canto escondem a história da Aldeia Histórica de Piódão.

O Piódão é uma aldeia muito pequena. Apesar de poder dar a volta à aldeia de carro, só pode atravessá-la de pé, pois muitas das ruas são extremamente estreitas e tem escadas. As bicicletas estão também fora de questão - por causa das escadas.

O Piódão é uma das mais famosas aldeias históricas portuguesas, conhecida pelas suas casas de xisto encavalitadas umas nas outras. Tirando as casas de xisto e as sinuosas ruas, pode ver três coisas:

A Igreja Matriz do Piódão, situada na praça principal, é o elemento que mais se destaca do cinzento da aldeia, pintada de azul e branco. Datada do século XVII, a sua fachada foi reconstruída no século XIX ao estilo neoclássico.

A Capela de São Pedro, situada no cimo do emaranhado de casas que compõe a aldeia, passa muitas vezes despercebida.

O Museu do Piódão, também situado na praça principal, uma extensão do Museu Etnográfico de Arganil que recorda a vida da aldeia. Com muitas peças doadas pelos habitantes, funciona como uma mostra da memória colectiva da freguesia de Piódão. A colecção inclui o aerodínamo que trouxe pela primeira vez luz eléctrica à aldeia.

Vaguear pelas sinuosas ruas do Piódão. Veja o artesanato na praça principal - desde mini casas do Piódão a Licor de Castanha, consegue encontrar de tudo. Aprecie as paisagens que o rodeiam poisestá numa das zonas mais bonitas do país.

A praça principal da aldeia está cheia de lojas de artesanato e produtos locais. Entre as muitas coisas que pode comprar, incluem-se mini casas do Piódão, autocolantes para o frigorífico, Licor de Castanha, Aguardente local, etc.. Na igreja vendem-se também pequenos postais com fotografias da aldeia.

A única maneira de chegar ao Piódão é de carro. Não existem autocarros, não tem aeroporto nem estação de comboios e situa-se no interior do país, por isso não tem porto.

Para chegar ao Piódão vindo de Lisboa (a 296km) ou do Porto(a 199km) siga pela A1 e na saída de Coimbra Norte apanhe o IP3 (sentido Viseu). Deste saia para o IC6 (sentido Arganil/Covilhã/Oliveira do Hospital) e quando este terminar, continue pela N17. Uma vez na N17 tem várias opções:

Ir até Arganil e seguir as indicações até ao Piódão. Ir até Coja e seguir as indicações até ao Piódão.

Sair da N17 em Vendas de Galizes, e apanhar a N 230 (sentido Covilhã). Ao chegar à Ponte das Três Entradas, corte à direita e siga pela estrada Municipal 508. Passe por Aldeia das Dez, Goulinho, Vale de Maceira - Santuário de Nossa Senhora das Preces. Depois de atravessar Vale de Maceira siga pela via da direita, a subir, e faça um percurso de 13 Km que o leva ao Piódão.

HISTÓRIA

A NOSSA HISTÓRIA O SEU TEMPO

O Piódão, aldeia classificada como "Imóvel de Interesse Público", localiza-se na Serra do Açôr, com uma implantação de escarpa abrupta e uma estrutura de malha cerrada e traçado sinuoso, bem adaptada à rugosidade do espaço envolvente. As pastagens da Serra de S. Pedro do Açor, recheada de nascentes, atraíram os pastores lusitanos que ali alimentaram os seus rebanhos. Na época medieval, formou-se um pequeno povoado a que foi dado o nome de Casas Piódam, depois transferido para a atual localização, talvez devido à instalação de um Mosteiro de Cister (de que já não restam vestígios) o que fará remontar o lugar ao séc. XIII. A este mosteiro poderá estar ligada a antiga invocação de Santa Maria (comum nas Abadias Cistercienses) da Igreja Matriz templo reformulado no séc. XVIII/XIX, o que o dotou duma curiosa fachada pautada por finas torres cilíndricas rematadas por cones.

No interior, uma imagem da Senhora da Conceição do séc. XV, atual invocação da igreja, altares de talha e azulejaria de fabrico coimbrão. De referir também a Capela de S. Pedro com a sua imagem do séc. XVI. Conta-se que aqui se teria fixado um dos assassinos de Inês de Castro - Diogo Lopes Pacheco, apelidos ainda hoje existentes no Piódão: os Lopes e os Pachecos, estes últimos tinham direito a tribuna própria na Igreja de Lourosa. No Numeramento Joanino de 1527, o primeiro recenseamento populacional nacional, Piódão aparece inserido na vila de Avô, como "casall do piodão" com dois moradores. Mais tarde integra a Freguesia de Aldeia das Dez, da qual é desanexado em 1676. Em 24 de Outubro de 1855, passa a fazer parte do Concelho de Arganil, quando o concelho de Avô é extinto. No entanto, no que respeita à jurisdição religiosa mantém-se ligado ao arciprestado de Avô.

Nos finais do séc. XIX, o Cónego Manuel Fernandes Nogueira funda um Colégio no Piódão, a que muitos chamam Seminário, que funcionou entre 1886 e 1906, e que aqui juntou muitos jovens, criando um pólo cultural de grande importância para a zona. A aldeia do Piódão é característica pela sua disposição em anfiteatro, o chamado presépio de xisto, com as casas de grande consistência formal, arquitetónica e estética. O casario, em alvenaria de pedra de xisto, tem cobertura de lajes no mesmo material. As janelas, de pequena modulação têm, tal como as portas, cor nos aros, e, pela Páscoa, cruzes feitas com o Ramo de loureiro benzido são postas nas vergas das portas para afastar o mau-olhado. Pelas suas ruelas íngremes, estreitas e tortuosas que formam recantos numa estrutura de malha cerrada e em grande parte preservada, corre aqui e ali um fio de água numa canada irregular: a Levada. De realçar a singela Fonte dos Algares. As atividades agrícolas e pastorícia continuam agora, como no passado, a ser dominantes no modo de vida dos habitantes do Piódão, encaradas essencialmente como forma de subsistência e sobrevivência. De notar a Eira, donde se desfruta uma bela panorâmica, e o Forno do Pão.

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