25 aldeias que são autênticas Maravilhas de Portugal

 Aldeias de Portugal. Descobrir estas pequenas Aldeias que apresentamos  Descubra as Aldeias do Xisto, de Castelo Branco a Coimbra. Percorra a pré-história na Serra da Lousã, Serra do Açor, junto do rio Zêzere e do Tejo-Ocre

 

BEMPOSTA MOGADOURO

 

Na aldeia de Bemposta, a paisagem deslumbrante anda de mãos dadas com a riqueza do património. Ambos fazem desta freguesia do concelho Mogadouro um local que rende o visitante logo à partida. Em pleno Parque Natural do Douro Internacional, a povoação situase num local elevado que proporciona uma irresistível paisagem, em que se destacam a Faia da Água Alta e a Faia do Cuco. A aldeia é pontuada por exemplares de património histórico para os quais se aconselha uma visita atenta: do Castelo às casas brasonadas, passando pela Ponte Romana, pelas ruínas do Castelo de Oleiros e pelo Solar dos Marcos, não faltam vestígios históricos para conhecer.

É obrigatório percorrer o percurso pedestre que consiste precisamente num Passeio Histórico em Bemposta. Após o passeio, refresque-se na agradável praia fluvial da barragem de Bemposta. Na terra há diversas celebrações tradicionais em que vai gostar de participar: o Grupo de Pauliteiros, os Chocalheiros, a Festa da Formatura, a Paga do Vinho do Noivo, além de diversos jogos tradicionais. Nas artes tradicionais manuais, Bemposta sabe fazer o vinho, manejar o tear, transformar vime em cestas e asnais para a vindima, e cestas de canasta. Aqui também se cultiva a arte de trabalhar o ferro e a madeira e há quem se dedique à produção de azeite. No campo gastronómico, ou desportivo, a caça e a pesca são atividades que ainda marcam o local.

 

PONTE DE MOURO MONÇÃO

 

A aldeia de Ponte de Mouro localiza-se nas margens do rio Mouro, freguesias de Barbeita e Ceivães, concelho de Monção. Admire a Ponte Medieval sobre o rio Mouro, classificada como imóvel de interesse público, originária do século XIV e remodelada em 1627 onde, em 1386, se deu o encontro de D. João I com o Duque de Lencastre e no qual se estabeleceram as condições da cooperação militar portuguesa com o rei inglês, que pretendia conquistar Castela. Contemple o cenário envolvente onde se insere a Capela de São Félix, a Casa do Cruzeiro, a Capela do Santo Cristo e alguns moinhos.

Regresse a tempos antigos, passeando nas ruelas da aldeia, e preste atenção às casas típicas, rurais, do Minho, em granito, com dois pisos: o piso superior destinado à habitação e o rés-do-chão às cortes de animais. Merecem, ainda, atenção o Cruzeiro da Nossa Senhora da Soledade, uma antiga fonte, a Capela aberta de S. Tiago, datada de 1569, junto à Igreja de Barbeita (do século XVII) e as Capelas abertas do Santo Cristo e de Santa Apolónia. Perca-se na paisagem bucólica, passeie, explore os recantos naturais, dê um salto à praia fluvial de Ponte de Mouro e mergulhe nas águas cristalinas do rio Mouro! A gastronomia da terra engloba arroz de lampreia, sável e cabrito assado no forno Anualmente realiza-se o Festival Internacional de Folclore de Ponte do Mouro e Alvarinho, também conhecido como Folk Monção “O Mundo a Dançar”, promovido pelo Rancho Folclórico da Casa do Povo de Barbeita.

 

TRAVASSOS MONDIM DE BASTO

 

Num local recôndito da freguesia de Bilhó, concelho de Mondim de Basto, bem encostada ao Parque Natural do Alvão, fica a aldeia de Travassos. A sua paisagem é imponente: um conjunto de casas dispostas de forma bastante agregada, campos agrícolas bem estruturados e verdejantes, a serra como limite e o rio como marco de separação. A aldeia é tipicamente rural e a vida corre num ambiente tranquilo e revigorante para quem a visita. Ao passear por Travassos repare nos diversos estilos de construção dos edifícios habitacionais e agrícolas, religiosos e culturais. Faça uma visita à Capela de Santa Bárbara, de onde sai a procissão na festa em honra da padroeira das culturas, que tem lugar em agosto.

Aprecie os fontanários, os lavadouros públicos, a ponte romana, os espigueiros, os moinhos, as alminhas e o calvário, no ponto mais alto da aldeia. É ali que termina a Via Sacra, realizada na altura da Quaresma, tradição religiosa enraizada nas gentes da localidade. O passeio não fica completo sem antes saborear as iguarias gastronómicas do concelho: o cabrito assado, a carne maronesa certificada ou os milhos ricos. Acompanhe com vinho verde de qualidade e termine com um doce regional. De resto, não se esqueça de olhar sempre em volta. O Parque Natural do Alvão está ali ao lado e confere à aldeia uma moldura impressionante. Usufrua do silêncio e respire!

 

VILA DA PONTE MONTALEGRE

 

Localizada entre o Minho e Trás-osMontes, a aldeia de Vila da Ponte reúne características de ambas as regiões, o que faz dela um exemplar único das peculiares tradições regionais. A aldeia tem uma longa história, retratada nos vestígios arqueológicos e património que vai encontrando no Percurso Pedestre da Via Romana. A ponte que dá nome à terra, em granito, terá sido a primeira ponte a ser construída sobre a ribeira de Cabril.

Atravesse-a e demore-se pela via romana, num passeio prolongado e tranquilo pela história e património da aldeia, como os diversos monumentos funerários, entre castros e cistas, que atestam a presença de população há muitos séculos. Também com marcas antigas ergue-se a Igreja de Vila da Ponte, um templo que terá servido para adorar outros deuses e, ao longo das épocas, foi acolhendo a religião vigente, sendo hoje uma importante igreja católica, dotada de um pequeno Museu Paroquial. Vila da Ponte possui ainda 26 moinhos, sendo a aldeia com mais moinhos do país! Além destas estruturas tradicionais em granito, que pode percorrer através do Trilho dos Moinhos, e dos canastros e forno comunitário que integram a rota do pão, encontra ali próximas, a 2 e a 4 quilómetros, duas barragens, onde pode usufruir de praias fluviais.

Aproveite para se deliciar com os produtos locais ainda hoje produzidos na terra, como o mel biológico Santa Maria e, como prato principal, sugere-se a vitelinha barrosã, uma raça autóctone muito apreciada

 

UL OLIVEIRA DE AZEMÉIS

 

A aldeia de Ul estende-se ao longo de dois rios, Ul e Antuã, que se encontram no sítio da Ponte de Dois Rios e conferem ao local personalidade muito própria! Esta aldeia vive entre o presente e um passado rico em história, tradições e marcas arqueológicas. Acredita-se que este povoado era habitado por um povo pré-histórico, pois ainda aqui se encontram algumas mamoas pré-celtas. Venha percorrer a pé a diversas rotas e percursos pedestres disponíveis, com destaque para a Rota dos Moinhos, num percurso definido ao longo dos rios Antuã e Ul.

De visita obrigatória é o Parque Temático Molinológico, um verdadeiro “museu vivo” das estruturas da confeção do pão e de moagem de cereais, atividade com mais de 200 anos! Além de um lugar agradável este é também um espaço didático que promete encantar aos mais pequenos! A paisagem é também marcada pelas infraestruturas construídas ao longo do tempo, como os caminhos, as levadas para condução da água, e os açudes, alguns com quedas de água consideráveis.

No coração da aldeia, fique a conhecer outras marcas da história: diversos espigueiros, a Igreja de Santa Maria de Ul - datada de 1790, mas assente num monumento romano. O folclore e as desfolhadas são parte da cultura da aldeia. Poderá facilmente cruzar-se com um dos grupos etnográficos, o Grupo Folclórico “As Padeirinhas de Ul” ou o Rancho Folclórico “Cravos e Rosas”. Na gastronomia, o inevitável pão de Ul, mas também a regueifa e o mel constituem as maiores iguarias e que não deve deixar de provar!

 

CASTROMIL PAREDES

 

Castromil é uma aldeia dourada! Venha descobrir um local que é de peregrinação há pelo menos dois mil anos: as Minas de Ouro de Castromil. Situadas num pequeno monte coberto por mato e árvores, as minas preservam marcas do seu já longo passado e da exploração que aqui terá decorrido, pelo menos desde o tempo dos romanos. Para chegar a este local, aventure-se nos trilhos do percurso pedestre organizado pela Câmara Municipal e visite o Centro de Interpretação das Minas de Ouro de Castromil e Banjas.

A aldeia é banhada pelo rio Sousa, nas margens do qual encontra um parque de merendas e lazer onde apetece ficar a contemplar a paisagem rural, pontuada por terrenos agrícolas e florestais. É também das minas que resulta hoje, uma paisagem diferente, digna de um olhar cuidado sobre as Covas de Castromil. O nome revela as extensas covas ou buracos que ficaram das técnicas de extração de ouro utilizadas pelos romanos.

Moinhos, espigueiros, palheiros e eiras são outras construções que pode apreciar ao deambular pela aldeia. Quanto aos sabores típicos, a gastronomia de Castromil esmera-se, em várias épocas do ano, na confeção de iguarias tradicionais como broa de milho, jerimus (doces de Natal feitos a partir da abóbora jerimu) e sopa seca (na Páscoa). Os amantes de festas populares vão apreciar as celebrações em honra de São Sebastião, sempre antecedidas por uma via-sacra ao longo da aldeia e que acontecem em agosto.

 

BICO PAREDES DE COURA

 

A aldeia de Bico estende-se desde a encosta da serra do Corno de Bico até às margens do rio Coura, concelho de Paredes de Coura. Fique alojado numa das casas de turismo rural recuperadas para tal e desfrute da serenidade do campo e faça-se ao caminho num dos diversos percursos pedestres da aldeia. Não deixe de conhecer a Área de Paisagem Protegida de Corno de Bico, podendo optar por percursos a pé, a cavalo ou de bicicleta. Se é um aventureiro por natureza pode, até, praticar desportos radicais, como o paintball ou o rafting.

Nos arredores da aldeia, mais precisamente nos montes do Corno de Bico e na Chã de Lamas, encontrará vestígios de mamoas, datadas de há 5.000 anos, que comprovam a existência de povoações do período neolítico, nesta região. A aldeia de Bico convida-o a provar deliciosas iguarias típicas: sopa de mel, feijoada à moda de Bico, papas de milho miúdo, rojões, trutas e belouras de milho. Das tradições culturais da aldeia sobressaem, no artesanato, os trabalhos em linho e lã (camisolas e meias); e o Rancho Folclórico Camponês de Bico, com mais de 50 anos de existência, que divulga as danças e cantares tradicionais de Bico. Alojame

 

PORREIRAS PAREDES DE COURA

 

Porreiras é uma aldeia serrana situada na encosta da serra da Boalhosa. Noutros tempos foi denominada São Miguel de Rabel, nome inspirado no instrumento musical utilizado pelos pastores: o rabel. Pensa-se que a origem do nome Porreiras estará associada à forma de pagamento de impostos “por eiras”. Conhecida por “Celeiro do Minho”, possui uma eira comunitária, com nove espigueiros e quatro alpendres, que constitui o ex-líbris da aldeia. No coração da aldeia, visite a Capela da Senhora do Pilar, caminhe (sem pressa) nas ruelas e aproveite para respirar o ar puro da montanha! Calcorreie o Percurso do Pastor e descubra recantos naturais de grande beleza! Durante o trajeto, preste atenção às marcas amarelas e vermelhas e vá admirando os núcleos rurais, os vestígios arqueológicos e os cursos de água cristalina, ao longo de 11 quilómetros de magníficas paisagens!

Atente, também, nos cinco moinhos comunitários requalificados e que, ainda hoje, funcionam, que formam um dos conjuntos de moinhos hidráulicos mais interessantes do Minho. Recupere força no Parque de Lazer dos Agueiros, onde poderá fazer um agradável piquenique. Para ser perfeito, leve enchidos de porco, bolo do tacho e filhoses da pedra, pratos que compõem a gastronomia típica deste núcleo rural. Se gosta de peças artesanais, saiba que as meias de lã são os artigos que melhor representam o artesanato da aldeia de Porreiras.

 

CABROELO PENAFIEL

 

Inserida no vale do rio Mau, Cabroelo é uma aldeia rural em torno da qual desponta a paisagem verde da serra da Boneca. É obrigatório passear a pé nesta suave encosta e apreciar os seus contornos verdes! Suba até à Capela de São Mateus que, do alto, vigia a aldeia. Pode optar por diferentes caminhos que conduzem até às casas e que vale a pena percorrer, em passeio, ou durante a festa que celebra o padroeiro, no mês setembro.

A celebração religiosa herdada do passado é anunciada pelo erguer de um alto mastro decorado com vegetais! No centro do antigo casario aprecie as habitações tradicionais e preste especial atenção à casa Alves, de 1805, um exemplo de arquitetura tradicional com a sua longa fachada virada para o caminho. A broa é um dos alimentos típicos do local, tanto que lhe ergueram um museu! O Museu da Broa fica na parte baixa do povoado, nas margens do ribeiro da Trunqueira. Aqui, além de ficar a conhecer as diversas fases de fabrico da broa, aprecie os interessantes moinhos recuperados, distribuídos ao longo do ribeiro. Depois do passeio, descanse no Parque de Lazer de Capela e ganhe fôlego para continuar.

É que esperam por si outras maravilhas naturais, como a fauna e flora que se desenvolvem entre lameiros e prados naturais, onde nasce o ribeiro de Entre Águas, fonte alimentadora de uma linha de água de montanha, em tempo de chuvas impetuosas, que galga os grandes desníveis da serra na sua descida para o Douro, merecendo bem o nome de rio Mau!

 

FIGUEIRA PENAFIEL

 

Situada numa ligeira encosta, a bonita aldeia de Figueira desce calmamente até chegar a uma planície. Rodeada de verde, a povoação data de há quase mil anos. Deixe-se encantar por esta aldeia, pertence ao concelho de Penafiel. Passeie pelo núcleo da aldeia e renda-se a um dos ex-líbris de Figueira, que por si só vale uma visita: um conjunto de oito moinhos de rego distribuídos desde o topo do planalto da Serra do Mozinho, servidos pelo ribeiro de Pisão, até às casas. Uma caminhada pela natureza a não perder! Com uma história sempre ligada à pastorícia, na aldeia ergue-se uma estátua que homenageia os pastores da terra, existentes desde tempos antigos e agora imortalizados nesta imagem de pedra. Depois do passeio, a paragem seguinte é para experimentar os sabores tradicionais de Figueira como o cabrito assado, o arroz de cabidela e típica sopa seca. Figueira enche-se de festa no fim-desemana seguinte ao dia 18 de julho, data em que celebra a padroeira da paróquia, Santa Marinha.

A população junta-se também para comemorar outra curiosa tradição: no domingo seguinte ao dia de Reis, o povo da freguesia organiza-se para representar o “Auto dos Reis Magos”, teatro popular, antigo na aldeia, e cuja representação passa oralmente de pais para filhos e é apresentada no adro da Igreja.

 

QUINTANDONA PENAFIEL

 

A beleza da paisagem e da arquitetura de Quintandona saltam à vista logo à chegada. Recheada de história, e próxima dos centros urbanos, não a impede de preservar toda a tradição. A sua arquitetura é singular: as construções utilizam três materiais diferentes: granito, xisto e lousa, que lhe conferem uma personalidade muito própria. Quintandona é marcada por uma bonita paisagem rural que deve ser apreciada percorrendo o caminho que liga a aldeia ao Monte da Pegadinha, e que é simultaneamente um miradouro natural. Demore-se ao longo deste percurso pedestre, observando a bucólica paisagem, os lavadouros tradicionais, a capela com mais de 200 anos e o antigo cruzeiro. Sabia que nesta pequena aldeia se faz teatro?

A associação Os ComeDEantes elegeu este local para se inspirar e aqui dinamizar esta arte! Quintandona tem outros pontos de interesse próximos, que não deve deixar de visitar. É o caso do Castro de Monte Mozinho, a cerca de 8 km da aldeia, popularmente conhecido como Cidade Morta. Este imponente povoado romanizado integra a Rede de Castros do Noroeste Peninsular, e tem uma extensa área arqueológica visitável, um Centro Interpretativo e um agradável parque de merendas ao seu dispor. Uma ótima altura para visitar a aldeia de Quintandona é no terceiro fim de semana de setembro, data em que se comemora a típica Festa do Caldo. Venha provar os caldos tradicionais numa viagem às décadas de 50 e 60, quando estes eram a base da alimentação da população rural. Para usufruir em pleno de tudo o que o local tem para oferecer, instale-se num dos alojamentos rurais da aldeia.

 

SOUTO PENEDONO

 

A aldeia de Souto respira história por todos os poros. O castelo toma conta desta freguesia repleta de património, pertencente ao concelho de Penedono. Situado num local elevado, exige que faça algum esforço e o suba. Vale a pena: o castelo toma conta do local e oferece uma vista panorâmica sobre toda a região.

Aproveite para descobrir cada um dos seus muitos recantos! A povoação concentra-se em torno deste edifício, num local elevado que vale a pena explorar até ao vale onde corre o rio Tordo. O Pelourinho de Souto, monumento nacional, merece um olhar atento. Parta depois à descoberta do diversificado património da aldeia. Além do Fontanário e da Torre do Relógio, explore os muitos locais religiosos que merecem uma visita, como a Igreja Matriz e as Capelas de São Sebastião, Senhora da Lapa, do Divino Espírito Santo, de Santa Bárbara e da Senhora da Piedade.

Uma boa altura para visitar Souto é durante a Feira Medieval de Penedono quando a terra veste as roupagens de outros tempos e assume a sua vertente mais medieval. Outras tradições da terra, cristãs e pagãs, passam pelo cantar das Janeiras, a pisa do vinho, o magusto de São Martinho, mas também a via-sacra, a bênção das colheitas, e a missa do galo em redor do cepo. Na sua passagem por Souto não deixe de provar o cabrito assado, diversos pratos confecionados com castanha e também o pão-de-ló.

 

GERMIL PONTE DA BARCA

 

Incrustada na serra Amarela, Germil é uma típica aldeia de montanha situada em pleno Parque Nacional PenedaGerês, que conserva o ambiente rural e a vivência comunitária de outros tempos. Concentrada em dois aglomerados de casas típicas de granito, com portas e janelas de um castanho avermelhado, Germil possui ruas estreitas (cobertas por vinhas), calçadas em pedra e água que jorra de todos os cantos.

É quase obrigatório percorrê-la a pé! Na aldeia destacam-se uma velha azenha, a igreja datada de 1880 e alguns espigueiros em granito. Observe com atenção um relógio de sol que sobressai no topo de um deles, memória de outros tempos. Fique alojado numa das unidades de turismo rural desta aldeia e desfrute do contacto com a natureza! Germil é o local ideal para descansar, usufruir de agradáveis momentos de reflexão e dar asas à sua veia de explorador da montanha.

Nas proximidades da aldeia, descubra o Fojo do Lobo, que se estende ao longo de 1400 metros, na margem poente do vale do rio Germil. Na mesma estrada, em direção à aldeia, avistará algumas silhas, construções circulares em pedra que, noutros tempos, serviam de proteção das colmeias contra os ataques dos ursos. Delicie-se com os sabores típicos da aldeia: chanfana de cabra à Moda de Germil, queijo e mel. A cestaria (tradicional e de junco), as peças em linho e lã, a tamancaria e os bordados constituem as atividades artesanais típicas da aldeia de Germil.

 

LINDOSO PONTE DA BARCA

 

Lindoso é uma aldeia do concelho de Ponte da Barca que faz fronteira com Espanha e está inserida no Parque Nacional da Peneda-Gerês. Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. A aldeia apresenta um vasto e valioso património edificado. O Castelo de Lindoso, construído no reinado de D. Afonso III, no século XIII, está classificado como monumento nacional e merece uma visita cuidada. Merecedor, também, de um olhar atento, é o conjunto de espigueiros da aldeia. São mais de cinquenta exemplares, dos séculos XVIII e XIX, ainda hoje utilizados para a secagem de cereais.

A aldeia conta com diversas casas de turismo recuperadas, um convite à estadia em pleno Alto Minho. Se pretende trazer uma recordação de Lindoso, não faltam artigos típicos artesanais: miniaturas de espigueiros e de trabalhos agrícolas em madeira, cestaria, tamancaria, croças e cruchos (vestes de palha e junco), peças de linho bordadas e mantas da lã. Prove as iguarias tradicionais do Lindoso: lampreia, truta, rojões à moda do Minho, cozido à portuguesa, cabrito assado, posta barrosã, fumeiro, vinho verde e mel. Lindoso é palco de algumas festas/feiras tradicionais destacando-se, o “Pai Velho”, no Entrudo, uma tradição secular que representa a transição do Inverno para a Primavera, e que inclui um desfile pelas ruas da aldeia animado pelas concertinas, bombos e cantares ao desafio e a Malhada Tradicional, que acontece no final de Agosto.

 

CABRAÇÃO A exploração de PONTE DE LIMA

 

Cabração é uma pequena aldeia minhota situada entre a serra de Arga e a serra de Formigoso. Segundo a lenda, era sítio de numerosos rebanhos de cabras que aqui pastavam e que acabaram por dar nome à terra – Cabras são, Senhor! A exploração de estanho, desde a primeira metade do século XX, e a descoberta de minerais muito raros, só conhecidos nesta região, transformaram Cabração numa aldeia mineira.

Caminhando pelas ruelas da aldeia saltam à vista o xisto e o granito utilizados na maioria dos edifícios. Exemplos disto são as unidades de alojamento turístico existentes na aldeia, que nasceram de casas rústicas recuperadas para este fim. As riquezas históricas, paisagística e ambientais são um convite à descoberta da aldeia de Cabração. Atente na Igreja Paroquial de Santa Maria da Cabração, pequeno templo recuperado em 1761 que possui um raríssimo retábulo interior, feito em pedra, datado da segunda metade do século XVIII.

Suba ao Lugar da Escusa, aprecie a beleza da paisagem e respire fundo! Entre o Alto do Cavalinho e o lugar de Mãos, o território oferece condições excecionais para praticar desportos radicais (BTT e Downhill), assim como para efetuar percursos pedestres. Não regresse sem antes provar as delícias gastronómicas típicas: arroz de sarrabulho, rojões à moda do Minho, cozido à portuguesa, cabrito assado, fumeiro, lampreia, enguias, truta, broa de milho, vinho verde e mel.

 

CARREIRA PÓVOA DE LANHOSO

 

A aldeia de Carreira está situada no sopé do Monte Merouço, na freguesia de Sobradelo da Goma, concelho da Póvoa de Lanhoso. Passe uns dias de repouso alojado numa das casas típicas minhotas, restauradas e adaptadas para turismo. O cenário convida-o a desfrutar da estadia, sem pressas e a admirar cuidadosamente a paisagem rural, repleta de campos verdes, socalcos, carvalhais e pinhais!

Atente no moinho de água da aldeia de Carreira, que foi recuperado e que, em tempos, moía o grão para se fazer o pão, e visite a capelinha pertencente à Casa da Capela. Perca-se na beleza natural da região, realizando um dos dois percursos pedestres sugeridos: o Itinerário Pedestre do Ribeiro Queimado e o Itinerário Pedestre do Monte do Merouço. Pare um pouco na área de repouso existente junto a um pequeno ribeiro de águas cristalinas e aprecie o quadro bucólico! É possível que aviste algum garrano!

O feijão solto com arroz, o cozido à Portuguesa e o pão-de-ló são as especialidades gastronómicas típicas de Carreira. Em Sobradelo da Goma, freguesia na qual está inserida a aldeia de Carreira, há diversas oficinas de filigrana, onde nascem belos exemplares do artesanato tradicional da região.

 

AGUNCHOS RIBEIRA DE PENA

 

Agunchos é uma aldeia tipicamente rural, dona de uma beleza aristocrata. Na encosta do rio Tâmega, entre as serras do Barroso e do Marão, surge-nos como um elegante aglomerado de casas graníticas bem alinhadas, verdadeiros exemplares de uma arquitetura ancestral, com arcos, pilares e pátios exteriores artisticamente trabalhados e que conferem uma beleza ímpar ao conjunto. Enquanto passeia, mantenha a cabeça levantada e os olhos bem abertos. Surpreenda-se com a beleza singela dos edifícios bem preservados, das ruas e ruelas, da igreja, das eiras lajeadas, espigueiros e alpendres para a recolha de alfaias agrícolas e forragens. Pare de vez em quando para apreciar o vale do Tâmega e o seu encontro com o rio Laredo.

Uma paisagem deslumbrante, visível a partir de vários pontos da aldeia. Não deixe de conviver com os locais e, porque não, participar nas desfolhadas e outras atividades agrícolas tradicionais. Estas foram recuperadas por iniciativa da Associação Desportiva, Cultural e Recreativa de Agunchos, que conta também com um rancho folclórico. Nos restaurantes da freguesia, pode e deve degustar a gastronomia típica da região, que inclui arroz de cabidela, rojões, couves com feijão, milhos ricos e enchidos. Como sobremesa, delicie-se com pudim, pão-de-ló caseiro e mexidos. Como recordação, nada melhor do que uma peça de artesanato em linho.

 

SANTO ALEIXO DE ALÉM TÂMEGA RIBEIRA DE PENA

 

Santo Aleixo de Além Tâmega situa-se na zona norte do concelho de Ribeira de Pena, num vale fértil do rio Tâmega. Reza a História que, durante muitos anos, a aldeia ficou isolada de Salvador, sede da freguesia, pela subida das águas do Tâmega. O problema de comunicação só foi resolvido com a construção, em 1913, da Ponte de Arame, desativada a partir de 1963 e hoje um dos pontos de atração turística de visita obrigatória. Além da estrutura engenhosa e original, exemplar único no país, toda a envolvente é deslumbrante.

Para apreciar convenientemente tudo o que a povoação tem para oferecer, o melhor é andar a pé. Percorra os antigos caminhos rurais por onde terá andado Camilo Castelo Branco no caminho para a sua casa na vizinha Friúme. Caminhe pelo trilho existente na berma da levada de Santo Aleixo e deixe-se encantar pela beleza natural que a envolve, desde as encostas de Ribeira de Pena ao verdejante vale do Tâmega, ou as cumeadas da serra do Alvão. O património edificado também merece toda a atenção. Aprecie os tradicionais espigueiros, as eiras, as casas típicas com os seus alpendres, os relógios de sol e os moinhos comunitários. À mesa, aprecie os sabores tradicionais do porco, do cabrito, da couve tronchada e dos enchidos. A tecelagem, a tamancaria e a cestaria são as artes mais comuns entre os artesãos da terra. Facilmente encontrará a recordação perfeita.

 

PROVESENDE SABROSA

 

Situada em pleno Alto Douro Vinhateiro, Provesende, é um recanto a não perder. Na margem norte do rio Douro, a sua localização no alto de um planalto oferece uma vista singular sobre a região vinhateira mais antiga do mundo, Património Mundial da Unesco. As muitas vinhas que a rodeiam, a praça principal da aldeia e os seus magníficos edifícios oferecem uma viagem no tempo com muito para descobrir. Provesende é uma aldeia bem preservada que promete encantar com seu património único e singular. Num passeio prolongado pelas ruas da aldeia observe os solares em granito e as várias casas nobres que atestam o poder e a riqueza da região. Junto à Igreja Matriz, de traça setecentista, está o Fontanário em granito, datado de 1755. Não deixe de visitar também, junto a esta fonte, uma padaria típica cuja configuração se mantém idêntica à data em que abriu portas: 1940. Classificada como “Aldeia Vinhateira do Douro”, em Provesende terá lugar, futuramente, o Museu da Filoxera, já que foi nesta aldeia que se começou a combater esta praga no século XIX. Uma boa altura para visitar Provesende é durante o Festival das Aldeias Vinhateiras do Douro, que celebra estes pequenos locais cheios de história e se realiza entre setembro e outubro.

Para provar os sabores regionais, sempre na excelente companhia dos vinhos do Douro, aconselha-se uma passagem pelo restaurante típico da aldeia onde também poderá encontrar à venda produtos locais tradicionais.

 

PORTO CARVOEIRO SANTA MARIA DA FEIRA

 

A vista sobre o rio Inha destaca-se logo à chegada à aldeia de Porto Carvoeiro. Situada nas margens do rio, foi, no passado, um importante entreposto comercial do concelho. Aqui chegava sal vindo do sul, carvão do interior e paravam passageiros e barcos que transportavam Vinho do Porto. Daqui saíam os barcos rabelos transportando até ao Porto diversos géneros, como madeiras, lenhas e carvão.

Vale a pena passear pelas margens desta aldeia enquadrada entre o rio e uma densa floresta de eucaliptos e pinheiros. Num passeio pelas ruas de Porto Carvoeiro, atente na arquitetura única das duas casas de estilo senhorial, uma delas com uma capela privada de peculiar beleza. Há duas alturas especiais para visitar a aldeia: no decorrer do Festival Internacional de Teatro de Rua Imaginarius, que por aqui costuma desenvolver, pelo menos, uma iniciativa, e durante as festividades dedicadas a São Lourenço, no primeiro fim-de-semana de agosto. Se gosta de atividades na água não deixe de trilhar um dos percursos de canoagem em pequenas embarcações que passam pelo local.

Na tradição da aldeia, encontra diversos produtos para degustar, além dos que vêm do rio. O mel e sabores regionais como o assado misto de carne sobre leito de arroz de forno, batata assada com tomilho e, nas sobremesas, a fogaça com doce de abóbora e nozes, ladeada de mel e acompanhada de vinho do Porto são boas apostas.

 

SÃO XISTO S. JOÃO DA PESQUEIRA

 

Situada no coração da região classificada pela UNESCO como Património Mundial, São Xisto é um local encantado sobre o rio Douro! Localizada em Vale de Figueira, a aldeia é dominada por uma paisagem de cortar a respiração! Para apreciar esta aldeia, bastaria olhar em redor para os montes e vales, o Douro ali tão perto, tradicionais muros de pedra e os socalcos típicos das vinhas nas margens deste rio. Mas os seus encantos não ficam por aqui… Deixe-se deslumbrar, também, pelo património diverso desta bonita aldeia, que passam pela Capela de São Xisto, o Mirante Anjo Arrependido, a Fonte Centenária e as diversas casas típicas em xisto.

Os locais a visitar, num passeio sem pressas, passam ainda pelos inevitáveis lagares de azeite e de vinho, ou não estivéssemos nas margens do Douro. O cais fluvial do Douro e a estação ferroviária de Ferradosa conferem ainda mais encanto a este local. A aldeia de São Xisto possui particularidades muito específicas ligadas à importância da vinha. Aqui domina, como o próprio nome indica, o xisto, a contrastar com o granito que toma conta da margem oposta. Além do abundante vinho de qualidade que por aqui encontra, a gastronomia local baseia-se nos produtos da terra, mas também as tradições pastorícias deixaram marcas na cozinha tradicional: o cabrito assado em forno de lenha é por aqui muito apreciado. A caça e, claro,

 

LUGAR DA LAPA SERNANCELHE

 

Para chegar ao Lugar da Lapa, importante local de peregrinação, é preciso percorrer locais onde a paisagem é a descrita por Aquilino Ribeiro - que tão bem a conhecia - como Terras do Demo. As grandes pedras graníticas são marcas da rudeza e aridez do local. A Lapa é, aliás, uma pedra de granito, formando uma gruta que, por estar protegida, terá servido de refúgio à Nossa Senhora que dá nome ao santuário, sendo, hoje, um local de peregrinação nacional.

O imponente edifício do Colégio dos Jesuítas - que remonta ao século XVI -, as casas, os caminhos, todos em granito, criam uma atmosfera única. É também aqui que nasce o Rio Vouga, em cuja nascente pode saborear a água fresca. Visite o santuário do século XIII e faça a romaria: a gruta possui uma pedra muito estreia por onde reza a tradição que todos passam, exceto quem tiver pecado grave. Dentro da igreja encontra ainda um presépio permanente que vale a pena apreciar. Depois, passeie pela localidade, descubra os cruzeiros e os miradouros e visite os seus cafés. Também poderá explorar a zona de bicicleta, já que o local possui uma extensão considerável de pistas próprias. Também aqui acontece, uma vez por ano, a Feira Aquiliniana onde se promovem e comercializam os produtos da região. Da Lapa, leve para casa os tradicionais e famosos queijos artesanais, enchidos e o conhecido pão.

O cabrito, um dos pratos mais típicos do local, pode ser degustado nos diversos restaurantes da Lapa.

 

BARCOS TABUAÇO

 

Em pleno Alto Douro Vinhateiro a aldeia de Barcos, em Tabuaço, tem uma longa história para contar. Por aqui já passaram diversos povos, desde pelo menos a Idade do Bronze, de acordo com os vestígios encontrados no local. Nesta bonita aldeia pode ainda explorar marcas de outras épocas, como várias edificações medievais. A tradição mantém-se nas casas típicas do povoado, que se organizam em torno da Igreja Matriz, datada do século XII.

Outros edifícios ricos em história que merecem uma visita atenta são os tradicionais solares e casas senhoriais, com o tempo marcado nas suas fachadas, entre outras edificações que atestam bem a importância que em tempos teve esta aldeia. O sagrado e o profano encontram-se no velho caminho da Via-sacra que termina junto à Capela de Santa Bárbara. Durante a Semana Santa, época de celebração em Barcos, o percurso ganha vida com a presença de quadros vivos por toda a aldeia. Outra festividade a não perder em Barcos é, em outubro, a Festa das Vindimas.

Também o Carnaval tem forte tradição na aldeia! Nesta altura há diversos rituais típicos que se cumprem, como o “casamento” entre os jovens da freguesia; a construção de um touro; o enterro do Santo Entrudo e a Queima do Judas, além de diversos jogos tradicionais. Mas o interesse de Barcos não se esgota no património. Em toda a volta, observe a peculiar configuração dos terrenos em socalcos, a descer para as margens frescas do rio Douro.

 

GRANJA DO TEDO TABUAÇO

 

Quem chega à pitoresca aldeia de Granja do Tedo, ao apreciar tamanha beleza natural, dificilmente acredita na história sangrenta que está na origem da terra. Situada numa encosta nas margens do rio, a aldeia deve o nome ao cavaleiro D. Thedon Ramires, que conquistou aos mouros diversos territórios e terá aqui fundado a sua casa no século X, com uma granja e um extenso olival. Hoje, um local tranquilo e de rara beleza que vale a pena conhecer em detalhe. Pode começar por visitar o Jardim Histórico, onde diversos poemas pintados em azulejos contam a lenda da princesa moura Ardínia.

Siga pelo núcleo duro da aldeia: o aglomerado onde encontra vários edifícios de traça original, com varandas típicas de madeira, Solares, Fontanário, Pelourinho, além dos moinhos da terra, famosos em toda a região. Há diversos percursos pedestres que lhe dão a conhecer todos os detalhes da povoação e dos seus arredores verdejantes. Aprecie a grande extensão de sabugueiros plantados por toda a aldeia, que lhe conferem uma imagem única, também celebrada na Festa do Sabugueiros em Flor, em maio. Apesar de os mouros estarem de alguma forma ligados à fundação da terra, são as tradições católicas que aqui têm mais peso: na Sexta-feira Santa faz-se uma procissão noturna em que toda a aldeia é iluminada com lamparinas. A cestaria em vime é um dos objetos mais típicos do local que poderá levar consigo como recordação deste passeio.

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